A exoneração da enfermeira Vania Scapini do cargo de diretora do Pronto Atendimento (PA), em decorrência do caso do paciente que se arrastava pelo chão, era um antigo desejo da Secretária de Saúde, Marildes Ferreira do Rêgo, que há muito tencionava ver Vânia afastada da função. Como a ex-diretora era cargo de confiança indicado pelo vereador Fábio Cardozo (PPS), Marildes não tinha ascendência sobre ela, mesmo sendo sua chefe direta.
Vania Scapini vivia na corda bamba, sem respaldo e dirigindo uma unidade sem medicamentos, sem materiais - como ela mesma revelou em seu desabafo ao prefeito Percival Muniz. Mas sua permanência à frente do PA era um desafio a Marildes, que teve de suportar a pressão – no início deste ano – de ser substituída justamente, por Vania Scapini. Portanto, Vania representava um perigo iminente e sua saída era ponto de honra para a Secretária de Saúde. Várias tentativas foram feitas para desestabilizá-la do cargo, inclusive uma “armação” envolvendo um soro com validade vencida, cuja procedência e autoria nunca foram esclarecidas. Também havia a possibilidade de Vania vir a ser a diretora da Unidade de Pronto Atendimento III (UPA), quando a obra for inaugurada. (E sabe-se lá, quando isso irá acontecer).
Então, apesar de sair arranhada do episódio do paciente se arrastando pelo chão e ter feito o teatro que todos nós vimos acontecer, Marildes Ferreira do Rêgo, conseguiu seu triunfo: exonerar Vania Scapini e de quebra, vergar a espinha dorsal de Fábio Cardozo.
Entretanto, no meu entender, não só Vania Scapini tinha que ser responsabilizada nesse episódio, mas também Marildes Ferreira do Rêgo e Percival Muniz (cargos hierárquicos diretos de Vania), porque o assunto aborda a saúde pública; a saúde da população. E o PA é um foco de incompetências; de descasos; de má gestão e administração.
Porém, Marildes do Rêgo pode ter ganhado a batalha, mas não a guerra. Essa queda de braço com Fábio Cardozo ainda não terminou e com certeza, muito ainda há para acontecer nos bastidores. E como a corda arrebenta para o lado mais fraco, a próxima exoneração fatalmente será a de Marildes Ferreira do Rêgo. E, para isso acontecer é só questão de tempo. E de pouco tempo. Anotem o que eu digo!
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