RONDONÓPOLIS CONFIRMA REPRESENTATIVIDADE
Como acontece a cada eleição realizada, Rondonópolis continua fortalecida na política mato-grossense e nacional , passando a contar com 03 deputados estaduais, dois federais e dois senadores.
Deixam a Assembleia Legislativa os deputados Hermínio Barreto (PR) e Teté Bezerra (PMDB), entrando Zé Carlos do Pátio (SD) e se reelegendo Nininho e Sebastião Rezende, ambos do PR.A nível federal, Carlos Bezerra (PMDB) se reelegeu e Adilton Sachetti (PSB) entra como marinheiro de primeira viagem, confirmando duas vagas importantes para o município, além da eleição de Wellington Fagundes (PR), que troca a Câmara Federal pelo Senado e de José Antonio Medeiros (PPS), que assume a vaga deixada por Pedro Taques, eleito governador de Mato Grosso, ontem. Sem contar Blairo Maggi (PR), que mais faz corpo mole, ao invés de fazer pela cidade - que o ajudou a se eleger governador e senador - onde mantem residência.
Aliás, a eleição de Wellington ao Senado, mesmo que possa parecer cedo demais para prever isso, projeta importantes chances de viabilizar sua candidatura, em 2018, ao governo do Estado.
Outro fato não menos importante vai abrir condições para que o PR e o PPS lancem candidato a Prefeito, em 2016, fazendo frente às candidaturas que já começam a serem articuladas, de Ana Carla Muniz (PPS) e Adilton Sachetti (PSB), eleito deputado federal, ontem.
Certamente, irão ter mudanças significativas quanto ao mando de campo no PPS municipal, com Medeiros no Senado Federal, que até ontem, estava nas mãos do grupo comandado com mão-de-ferro, pelo prefeito Percival Muniz.
Isso, sem contar novos nomes que saem fortalecidos, para encarar a eleição para a vereança.
REFLEXOS NA ELEIÇÃO DO LEGISLATIVO RONDONOPOLITANO
A reeleição de Carlos Bezerra, a eleição de Sachetti a federal e a de Wellington Fagundes ao Senado, promete mudar o cenário que vinha sendo desenhado, com vistas à eleição da Mesa Diretora da próxima legislatura da Câmara Municipal.
Até ontem, o prefeito Percival Muniz (PPS) – trabalhando com a hipótese da eleição de Reginaldo dos Santos a estadual – já dava os primeiros passos para fazer o sucessor de Ibrahim Zaher, na presidência da Câmara local, trabalhando por fora, uma possível candidatura de
Fábio Cardozo.
Com relações estremecidas com seu vice, Rogério Salles (PSDB), que não se elegeu Senador, Percival Muniz vê escapar a chance de continuar “bem na fita” no Legislativo municipal, uma vez que o partido tucano deve compor com a oposição, para a eleição da nova Mesa Diretora, assim como o PR de Sebastião Rezende, Nininho e de Wellignton Fagundes e o PMDB, de Carlos Bezerra.
FALTOU MATURIDADE POLÍTICA
Provavelmente, a falta de jogo de cintura e a imaturidade política, não deram chances às candidaturas a deputado estadual dos vereadores de Rodrigo da Zaeli (PSDB), Ibrahim Zaher, Reginaldo dos Santos (PPS) e Adonias Fernandes (PMDB) e a do também vereador Dico (), a federal.
Tinham eles, em sentido contrário, os deputados que tentavam a reeleição, como Nininho e Sebastião Rezende, além do fato de que os eleitores não vêem com bons olhos o político ser eleito pela primeira vez e se lançar candidato a outro cargo, em pleno mandato pelo qual foi eleito, como foi o caso de Rodrigo da Zaeli, Ibrahim Zaher e Dico.
Por outro lado, Reginaldo dos Santos, que está em seu segundo mandato como vereador e Adonias Fernandes, cumprindo seu terceiro mandato no Legislativo, com um pouco mais de bagagem , não passaram pelo crivo do eleitorado ,provavelmente por suas atuações medianas como vereadores, além da “briga de cachorro grande” , que deu-se para a escolha dos novos cargos na Assembleia Legislativa, que serão preenchidos a partir de janeiro.
PEDRO TAQUES NO PAIAGUÁS
Com a eleição do senador Pedro Taques (PDT) como o próximo governador de Mato Grosso, os mato-grossenses esperam que a letargia, a incompetência e a imoralidade dêem lugar ao lugar de destaque que o Estado merece ter.
Também os rondonopolitanos esperam que o município seja contemplado com obras que se fazem necessárias há muito tempo, principalmente porque a cidade possui o segundo maior colégio eleitoral do Estado; por ser o “divisor de águas” em eleições para governador e por esperar que Taques, finalmente, faça como governador, o que não fez enquanto senador, apesar de ter recebido dos rondopolitanos, a expresiva votação de 62 mil votos, na eleição passada.
SEGUNDO TURNO À PRESIDÊNCIA
Com a definição de segundo turno para a eleição presidencial, Dilma Roussef (PT) e Aécio Neves (PSDB), tem a esperança de virem a contar com os votos dados a Marina Silva (PSB).
Pela tendência, acredita-se que a maioria deles irão convergir para Dilma, uma vez que Aécio não se enquadra no perfil de candidato popular e também ter perdido em seu estado de origem, Minas Gerais e Dilma ter vencido também, no Rio Grande do Sul.
Há também os olhares de ambos focados em São Paulo, onde os tucanos Geraldo Alckmin as (governador) e José Serra (senador), se reelegeram, com Aécio batendo em Dila Roussef.
Além disso, há ainda os votos dos indecisos, dos que votaram em trânsito e as abstenções.
Aguardemos para ver.
DEFICIÊNCIAS DA JUSTIÇA ELEITORAL
Espera-se que a Justiça Eleitoral corrija as deficiências apresentadas nesse primeiro turno, como urnas defeituosas, feiscalização inoperante e demora na divulgação dos números e dos eleitos, em Mato Grosso.
Com o advento da Internet os órgãos de Imprensa fazem das tripas coração, para que as informações cheguem o quanto antes às suas páginas, preservando a qualidade do jornalismo oferecido aos leitores.
O recadastramento biométrico, por exemplo, deixou muito a desejar e atrasou a votação em muitas cidades.
Esperamos que no segundo turno, as coisas andem mais rápidas...

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