sábado, 11 de outubro de 2014

Sobe para 100 o número de atentados em Santa Catarina

Ônibus foram alvos dos ataques
Um colégio e dois caminhões incendiados nesta madrugada em Santa Catarina foram os mais recentes alvos dos ataques criminosos cometidos no estado desde o último dia 26. Com as ocorrências – as primeiras após quase 48 horas de trégua – chega a 100 o número total de atentados registrados em 31 cidades, em apenas duas semanas.
Segundo a Polícia Militar, duas salas do Colégio João Batista da Cruz, no bairro Meia Praia, na cidade de Penha, a cerca de 110 quilômetros ao norte de Florianópolis, foram incendiadas por volta da 1h30 de ontem (10).
O vigilante de serviço relatou que fazia a ronda quando percebeu as chamas. De acordo com ele, alguém invadiu a sala da diretoria, levou as chaves das duas salas e espalhou material inflamável pelo local, ateando fogo em seguida. Uma das salas ficou totalmente destruída.
Já em Laguna, 122 quilômetros ao sul de Florianópolis, dois caminhões foram incendiados e destruídos pelas chamas. A origem do fogo ainda sendo investigadas, mas a PM informou já ter identificado indícios de que se tratar de um incêndio criminoso.
Do dia 09 até ontem, policiais militares detiveram cinco homens e apreenderam um adolescente suspeitos de envolvimento com os ataques. No total, chega a 57 o número de adultos presos e 18 adolescentes apreendidos desde o início da onda de ataques.
Quarenta e um ônibus já foram incendiados ou depredados. Oito bases policiais, cinco viaturas e as residências de 24 agentes de segurança foram atacadas. Um agente de segurança foi morto e dois suspeitos morreram em confronto com policiais.
Desde a última quarta-feira (8), policiais da Força Nacional enviados ao estado no último final de semana e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçam as barreiras montadas em estradas catarinenses, a fim de impedir a entrada de armas e drogas no estado.
Fonte: Agência Brasil
Imagem:G1

Comentário do blogue
Em junho do ano passado, quando o povo foi às ruas se manifestar pela insatisfação com a classe política, elementos foram infiltrados no movimento com a clara intenção de caracterizá-lo como anarquista.
Agora, às vésperas do segundo turno para a eleição presidencial, ataques como esses de Santa Catarina, querem fazer crer que haja uma pré-disponibilidade de militantes do PT ao caos, visando atingir a candidata Dilma Roussef.
Isso se encaixaria perfeitamente nos planos da classe dominante, para que se passe uma imagem de descontrole, de bagunça, de desobediência civil.
A direita sempre usou de artifícios do gênero, para distorcer a situação e levar o povo a pensar que há movimentos comunistas sendo orquestrados para tornar o Brasil, uma ditadura de esquerda.
Há de se ter muito cuidado em se julgar, precipitadamente, que tais atos partam dos militantes do PT, que juntamente com quem se declara Dilma 13, vem sofrendo as mais baixas ofensas e os mais intensos ataques de ira e discriminação pelo País afora, sobretudo sobre os nordestinos, dos quais a candidatura Dilma recebeu quase que maciça votação, no primeiro turno.
Os simpatizantes de Aécio Neves tem tentado, de todas as formas, incutir o medo no eleitorado – como a tomada do Poder pelo Exército, caso Dilma se reeleja -, me fazendo lembrar da triste histórica de pavor que este País já viveu, durante o Regime de Exceção.
Está claro que estão tentando criar um estado de anarquia, com a intenção de que o eleitorado vote em Aécio Neves para Presidente, porque o governo de Dilma Roussef está dando condições do povo ser igual e não mais capacho das elites, das oligarquias.
Justamente, o que se contrapõe aos interesses de quem está por detrás dessa onda de ataques...

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