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| Aeronave e o piloto Evandro de Abreu |
O piloto Evandro Rodrigues de Abreu e o copiloto Rodrigo Frais Agnelli, que estavam desaparecidos há 40 dias, foram liberados por sequestradores na madrugada desta quinta-feira (30), em Guajará-Mirim (RO), cidade brasileira que faz divisa com a Bolívia.
Após a liberação, que ocorreu espontaneamente por parte dos sequestradores, os pilotos procuraram a polícia local e, em seguida, entraram em contato com a família e com o deputado estadual José Riva (PSD).
“O Evandro ligou do seu próprio celular, quando estava dentro da viatura da Polícia Militar. Disse que está bem, tranquilo e também me pareceu sereno. Contou que não foram judiados e que só colocaram arma na cabeça deles apenas na hora da abordagem. Assim que recebi a notícia, já pedi para um avião ir buscá-los em Guajará-Mirim”, explicou o deputado estadual.
"O Evandro ligou do seu próprio celular, quando estava dentro da viatura da Polícia Militar. Disse que está bem, tranquilo e também me pareceu sereno. Contou que não foram judiados e que só colocaram arma na cabeça deles apenas na hora da abordagem" Eles pilotavam um avião, de propriedade do deputado, que desapareceu no dia 20 de setembro, em Pontes e Lacerda (440 km a Oeste de Cuiabá), quando participavam de evento de campanha eleitoral da então candidata ao Governo do Estado, Janete Riva (PSD).
Segundo o deputado Riva, que os pilotos foram liberados após um desentendimento entre os próprios sequestradores sobre a venda do avião, modelo King Air, modelo C90GTI, de 2006, prefixo ATY.
“O Evandro contou que eles pilotaram o avião apenas por três horas e meia e que pousaram em uma pista clandestina no primeiro dia. O local é desconhecido, mas é na Bolívia. Como houve o desentendimento entre os sequestradores, eles os soltaram na divisa de Rondônia e foram embora”, disse.
Buscas
Por mais de 30 dias, uma equipe da Polícia Civil de Pontes e Lacerda esteve na região da Bolívia, fazendo buscas por Evandro e Rodrigo.
Cidades como San Ignácio, San Mathias, Santa Cruz e San Vicente foram vasculhadas, mas sem sucesso.
No único contato feito com os pilotos, Riva não detalhou em qual cidade eles ficaram, porém a polícias Federal e Civil não descartam que o cativeiro tenha sido em alguma fazenda, com pista clandestina de pouso, na região de fronteira.
Até a manhã desta quinta-feira, os agentes de Pontes e Lacerda ainda não tinham pistas de quem seria o autor do roubo.
"Eles contaram por telefone que só voaram menos de quatro horas, durante os 40 dias. Quando foram raptados em Pontes e Lacerda, partiram em zigue-zague até uma fazenda na fronteira, onde pernoitaram"
O delegado Gilson Silveira, responsável pelas investigações, preferiu não comentar sobre o assunto.
Ligações
O deputado José Riva foi avisado sobre o paradeiro de Evandro e Rodrigo por volta da meia-noite de quarta-feira (29).
“Eles contaram por telefone que só voaram menos de quatro horas, durante os 40 dias. Quando foram raptados em Pontes e Lacerda, partiram em zigue-zague até uma fazenda na fronteira, onde pernoitaram. Na saída, desligaram o rastreador e o transponder. De lá, voaram mais duas horas e pousaram em outra fazenda do tráfico. No terceiro dia, voaram meia hora e ficaram, até hoje, sem tocar no avião e sem abastecê-lo”, afirmou o deputado.
Segundo as informações, a aeronave foi vendida e, no meio tempo entre a negociação e descaracterização, houve uma discussão.
Para garantir a vida de Evandro e Rodrigo, Riva contou que os sequestrados os deixaram sair.
“Libertaram eles porque quem comprou o avião estava chegando e poderia haver troca de tiro. Para os pilotos não sofrerem nenhum dano, eles foram libertados em uma região de mata. A aeronave não foi localizada e isso, para nós, também não importa. O que queríamos, já conseguimos”, afirmou.
Os pilotos retornam para Cuiabá ainda hoje e atendem a imprensa, juntamente com o deputado Riva, no Aeroporto Marechal Rondon, depois das 13 horas, horário previsto para a chegada.
Fonte/imagem: MídiaNews

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