terça-feira, 28 de outubro de 2014

Uso do Aquífero Guarani para aliviar crise do Cantareira, é preocupante

Abrangência do Aquífero Guarani
Geólogos da Universidade de São Paulo (USP) elaboram um estudo para saber se é possível retirar água do Aquífero Guarani para abastecer a região de Piracicaba, aliviando o Sistema Cantareira. A proposta é analisar a viabilidade da construção de 24 poços artesianos no município de Itirapina, região oeste do estado, onde o aquífero pode ser acessado de forma rasa. A análise será apresentada, em aproximadamente um mês, ao comitê criado pelo governo estadual para administrar a crise hídrica no Cantareira. Ontem (27), o sistema chegou a 13% da capacidade de armazenamento, após o início da utilização da segunda cota do volume morto.

O professor Reginaldo Bertolo, do Instituto de Geologia, explica que o estudo inclui a simulação, por meio de um modelo matemático, da extração de 150 mil litros de água por hora. “Queremos avaliar se o aquífero suporta essas vazões em longo prazo”, apontou. 
Mesmo em fase de pré-viabilidade técnica, Bertolo acredita que essa pode ser uma alternativa interessante para o abastecimento de parte da região, que deveria receber água do Cantareira. Ele destaca, no entanto, que é preciso fazer o uso sustentável dessa água para evitar novas crises. “A gente precisa ter a recarga no aquífero para que ele continue dando água. Se a gente tiver em longo prazo a certeza de que a chuva vai continuar caindo e o aquífero recarregado, uma vazão de 1 metro cúbico por segundo é uma vazão segura”, apontou. O Aquífero Guarani é a maior reserva estratégica de água doce da América Latina.
Atualmente, o aquífero abastece a maior parte das cidades do oeste paulista. “Observe que a crise de abastecimento de água, está mais crítica nos municípios do centro-leste do estado”, avaliou. Isso ocorre, segundo Bertolo, porque eles têm maior segurança hídrica com a água oriunda dos aquíferos Bauru e Guarani. Entre os municípios abastecidos dessa forma, o professor destaca Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília, Bauru, entre outros. 
Com informações do jornal O Serrano
Imagem: Internet

Comentário do blogue
Esse projeto que se pretende implantar, devido a proporções demográficas que o Sistema Cantareira abrange, abastecendo mais de 8 milhões de pessoas da grande São Paulo, além de cidades do oeste paulista, vai extrair um número enorme de água do aquífero, conforme consta na matéria acima, o que é preocupante.
Com cerca de 1,2 milhão de quilômetros quadrados e com capacidade de armazenar 160 trilhões de litros de água, o Aquífero Guarani atinge quatro países sul-americanos: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Aproximadamente 70% desse reservatório de água está localizado no Brasil, espalhado pelo subsolo de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
E por sua extensão inter-fronteiriça, para esse importante reservatório está sendo elaborado pelos países abrangidos , o Projeto de Proteção Ambiental e Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, que visa a utilização racional da água e sua preservação.
Por ser inter-fronteiriço o Sistema Aquífero Guarani não pertence somente ao Brasil e tampouco a São Paulo. E a preocupação volta-se para o consumo desenfreado e irresponsável dos consumidores paulistanos, que devem observar a economia na utilização desse precioso líquido, uma vez que o aquífero é recarregado pela precipitação pluviométrica.
Se não se adotarem medidas de choque quanto ao consumo pela Grande São Paulo, a falta de água continuará e a extração do aquífero causará danos a outros estados brasileiros e países, 
O que já tem sido motivo de preocupação.   

  

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