sábado, 12 de julho de 2014

BOCA NO TROMBONE ESPECIAL - "COMPETÊNCIAS"

Lindomar Alves
A denúncia “Crime Ambiental no Parque Universitário”, veiculada na edição de ontem, foi veemente contestada pelo secretário Municipal de Meio Ambiente, Lindomar Alves, ao invés de responder sobre o assunto e sua frequente ausência da Pasta, por estar assessorando determinado candidato a deputado estadual, o qual eu tenho alta estima e reconhecimento pelos serviços prestados a Rondonópolis.

Lindomar Alves – que é professor de Geografia -, debulhou-se em falar de competências ambientais, esquecendo-se de que eu, além de jornalista há mais de 30 anos, também sou Gestora Ambiental. (Desculpem a citação, mas é destituída de prepotência. Assim o fiz, porque se faz necessário).

Isso, porque eu e creio que todos que leram a matéria, querem saber onde ele anda no horário de trabalho, que não fiscaliza as “competências” da Secretaria que dirige, e que pelo cargo receber, mensalmente, o polpudo salário de R$ 10 mil, pago por nós, contribuintes. 

Ao responder a ele, no Facebook, indaguei sobre a emissão do alvará de funcionamento da fábrica de agro-químicos  da Nortox, que nem bem completou dois anos de instalação, teve que ser fechada porque os resíduos tóxicos atingiram o lençol freático do Aquífero Guarani, que encontra-se  no subsolo rondopolitano, comprometendo até as atividades da Cervejaria Petrópolis, localizada nas proximidades. Sua resposta, obviamente, foi de que a “competência” é da Secretaria de Receita. Mas com o aval da Semma, Lindomar! 

Não venha querer discutir competências ambientais comigo, senhor secretário, quando sua profissão está em outro quadrado. Eu sou ambientalista como cidadã e como profissional, e, portanto, qualificada para discutir competências ambientais. Aliás, ocupar outros cargos para os quais você não tem “competência”, já se tornou rotina. Até repórter de TV você já foi. Ou tentou ser, mas não passou de um arremedo,  justamente, pela falta de qualificação e “competência”? 

A título de sugestão: você deveria procurar, junto com a equipe da Semma, fontes pontuais ou difusas de poluição que envenenam o rio Arareau os córregos que cortam a cidade, bem como a resiliência em suas águas e multar os responsáveis; desenvolver projetos – e para isso existem recursos federais - para proteger as inúmeras nascentes que existem no perímetro urbano e incentivar proprietários rurais a fazerem o mesmo; combater o vazamento de esgotos em frente a conjuntos residenciais; acabar com a poluição que deriva  do lançamento de resíduos na atmosfera, por empresas particulares e com a fedentina que exala das lagoas de decantação da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do Sanear, além de outros crimes que geram impactos ambientais, cuja fiscalização é da “competência” da Semma. Ou citei esses termos e crimes ambientais, sem conhecimento de causa?

Mas não! Ao invés disso, secretário, você construiu um gatil no Horto Florestal e fez o maior bam-bam-bam em cima do assunto, considerando-a como “ a obra do século” de sua secretaria.  

Mas o que se poderia esperar de um secretário de Meio Ambiente que é professor de Geografia – sem desmerecer esta ilustre categoria de profissionais -; que cita termos ambientais, provavelmente graças ao decoreba sobre o assunto, que sua excelente capacidade pensativa e astuta é capaz?

Culpa maior tem o prefeito Percival Muniz (PPS), por colocar em cargos de primeiro escalão pessoas que não possuem “competência” `a altura e que usam do cargo para se auto-promoverem , visando a campanha de 2016 para vereador, como é o caso do secretário em questão e da secretária de Saúde, Marildes do Rêgo.  

E o pior de tudo, sendo pagos por nós. Isso é bem Rondonópolis, mesmo...

Imagem: NotíciasdeMT

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