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| Entrevista coletiva dos procuradores |
Durante coletiva à imprensa no final da tarde de ontem, em Cuiabá, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, adiantou que não está descartada a possibilidade de que novas fases da Operação Ararath – que investiga lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, em benefício da classe política e empresarial de Mato Grosso -, sejam deflagradas pela Polícia Federal, a qualquer momento. “Existem ilícitos graves , que merecem apuração”, ressaltou ele.
A vinda de Janot a Cuiabá serviu para anunciar que uma força tarefa do Ministério Público Federal irá auxiliar nas investigações, para que as denúncias cíveis e criminais sejam formuladas e encaminhadas posteriormente ao Judiciário, após análise de toda a documentação colhida pela Polícia Federal, em cinco fases da operação.
Agora, as procuradoras da República, Vanessa Cristina Marcondes Zago e Denise Muller Slhessarenko, que vinham analisando as denúncias, passam a contar com o apoio dos procuradores da República, Ronaldo Pinheiro Queiroz - que atuava no Rio Grande do Norte-, Rodrigo Leite Prado - de Minas Gerais - e Gustavo Pessanha Veloso – que foi remanejado da Procuradoria Regional da República da 1ª Região- .
Rodrigo Junot destacou ainda, que as investigações foram desmembradas em razão do envolvimento de membros, que detém foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF) como é o caso do senador Blairo Maggi (PR),do governador Silval Barbosa (PMDB) e do deputado estadual José Geraldo Riva (PSD).
A força tarefa de procuradores tem prazo de 60 dias para concluir as investigações, cuja documentação – segundo Janot - daria para encher uma sala de tamanho médio. Também, novas denúncias poderão ser repassadas ao Judiciário.
A chapa vai esquentar em Mato Grosso e não vai escapar ninguém. Vamos aguardar, porque muita podridão virá à tona...
Imagem: Folhamax

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