quinta-feira, 24 de julho de 2014

Éder Moraes recusa delação premiada e depõe hoje, em Cuiabá

Éder depõe hoje à tarde 
Preso há 64 dias no complexo penitenciário da Papuda em Brasília (DF), o ex-secretário da Copa, Fazenda e Casa Civi, Éder Moraes Dias, não aceitou uma proposta do Ministério Público Federal para que fizesse uma "delação premiada", em relação a imenso esquema de corrupção que vem sendo desbaratado com a "Operação Ararath" em todos poderes constituídos. A revelação da proposta feita pelos procuradores federais ao ex-homem forte do senador Blairo Maggi (PR) e do governador Silval Barbosa (PMDB), foi feita por um dos advogados do executivo, o desembargador aposentado Paulo Inácio Dias Lessa, que está na sede da Polinter em Cuiabá, onde o executivo chegou ontem, escoltado por três viaturas da PF e se agachando para evitar que fossem gravadas imagens.
Éder Moraes desembarcou por volta das 17h40 no aeroporto internacional Marechal Rondon,  escoltado por dois agentes e um delegado, à paisana, da Polícia Federal, num vôo comercial da TAM. Visivelmente mais magro, usando uma calça jeans e uma camiseta polo azul e branca listrada, o investigado entrou numa viatura da Polícia Federal com destino a prisão, onde ficará até a tarde de hoje (24).
Ele deixará unidade prisional na capital de Mato Grosso, para participar da audiência do primeiro processo referente a "Operação Ararath". Ele e outros três réus - dona de casa Laura Tereza Dias, economista Vivaldo Lopes e o ex-gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol - são acusados pelo MPF de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
O advogado de Éder Moraes detalhou que o executivo negou a proposta do MPF. "Foi feita uma proposta de delação, mas ele não aceitou e também não explicou os motivos", explicou.
Questionado se Éder Moraes poderia estar sendo mantido por questões políticas, o advogado evitou falar sobre o assunto. "Não posso analisar esta questão. Hoje, terei o primeiro contato com o Éder desde quando ele foi preso", disse  numa referência ao ex-secretário que foi preso no dia 20 de maio durante a quinta fase da "Operação Ararath".

Fonte/Imagem: Folhamax

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