| Anastácio: réu confesso |
O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do promotor Natanael Moltocaro Fiuza, enviou à Justiça parecer contrário ao pedido de liberdade provisória proposto pelo caseiro Anastácio Marafon, 53.
Anastácio é réu no assassinato do ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Vilceu Francisco Marchetti, 60.
Ele confessou a morte após descobrir que Vilceu, supostamente, teria tentado assediar sua esposa, que, como ele, trabalhava na Fazenda Marazul, no Pantanal, que era administrada pelo ex-secretário.
Preso preventivamente desde o dia 8 deste mês, o caseiro entrou com um pedido, no dia 16, para responder a acusação de homicídio doloso (quando há a intenção de matar) em liberdade, pelo menos em caráter provisório. Ele está preso na Cadeia Pública de Capão Grande, em Várzea Grande.
O promotor Natanael Fiúza confirmou que o parecer já foi enviado à Vara Única da Comarca de Santo Antônio do Leverger e deverá ser disponibilizado, em breve, no sistema de consulta processual. "Não tenho como fornecer, no momento, maiores informações sobre a argumentação do pedido e a fundamentação do parecer, pois não estou com o documento em mãos", disse o promotor.
Agora, caberá ao juiz Murilo Moura Mesquita, titular da comarca, decidir se acata ou não a recomendação do Ministério Público sobre o pedido de liberdade.
O crime
Vilceu Marchetti foi morto na noite do dia 7 deste mês, na Fazenda Marazul, localizada na região do Pantanal. A fazenda pertence a Neri Fulgante e era administrada por Marchetti.
Na ocasião do crime, também estavam na fazenda seus dois netos, um de 14 e outro de 9 anos.
Anastácio Marafon já trabalhava para Fulgante há seis anos em outra propriedade e assumiria a administração da Fazenda Marazul e havia chegado ao local há pouco mais de 10 dias, com a família.
Ao chegar à sede da fazenda, o ex-secretário teria assediado a esposa do novo administrador, que presenciou a cena, tirou satisfação com a companheira – discussão que teria sido testemunhada pelos netos de Marchetti.
Marafon, então, teria se dirigido armado até o apartamento ocupado por Marchetti na fazenda e entrado em seu quarto.
Após uma breve discussão – ouvida pelo dono da fazenda –, ele teria disparado os tiros contra o administrador e voltado à sua propriedade, atirando a arma num rio, durante o percurso.
Fonte e imagem: Mídia News
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