quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eder Moraes indica Blairo e Silval como testemunhas de defesa

A chapa vai esquentar para o lado dos dois 
Preso há 49 dias no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), o ex-secretário Éder Moraes, indicou o senador Blairo Maggi (PR) e o governador Silval Barbosa (PMDB) como testemunhas de defesa, no processo em que responde na Justiça Federal, por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Também são réus na mesma denúncia do Ministério Público Federal, a dona de casa Laura Tereza Dias; o ex-secretário adjunto do Tesouro de Mato Grosso, Vivaldo Lopes Dias; e o ex-superintendente do Bic Banco no Estado, Luiz Carlos Cuzziol.

A atitude dos advogados de convocar Blairo Maggi e Silval Barbosa, seria uma estratégia para tentar comprovar ao juiz da 5ª Vara Federal em Mato Grosso, Jeferson Schneider, de que o ex-secretário agiria a mando dos dois políticos, do qual foi "homem forte" durante praticamente 12 anos no palácio Paiaguás. 
Vivaldo Lopes - acusado de ter recebido R$ 520 mil através de sua empresa de consultoria - indicou o deputado estadual José Riva (PSD),  como testemunha de sua defesa. Vivaldo garante que o montante financeiro foi transferido ao Mixto, clube que tem Éder Moraes como presidente.
No dia 03, houve a primeira audiência do processo, conduzida pelo juiz Jeferson Scheneider que colheu o depoimento do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o "Júnior Mendonça", delator do esquema de lavagem de dinheiro público através de empresas de factoring, atacado e postos de gasolina.
O magistrado agendou para os dias 24, 25, 31 e 1º de agosto, sempre a partir das 13h30, a colheita dos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação dos réus. Para evitar que Silval, Maggi e Riva tivessem a prerrogativa de indicar local, data e horário para serem ouvidos, o juiz usou o artigo 221 do Código Penal, que determina que autoridade que figura como réu ou indiciada, perde a prerrogativa processual, que é o caso dos três que são alvos de inquérito que tramita no STF sob relatoria do ministro Dias Toffóli. 

Condensado de Folhamax 
Imagem: Biorosario


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