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| Bancada da Bala nada de braçada |
Levantamento mostra que fabricantes de armamentos contribuíram para a campanha de 14 deputados federais e sete estaduais. Quase metade da comissão da revogação do Estatuto do Desarmamento recebeu doações do setor
Mais de 70% dos candidatos que receberam legalmente doações de campanha da indústria de armas e munições (Taurus e CBC), se elegeu em outubro. Dos 30 nomes beneficiados pelo setor, 21 saíram vitoriosos das urnas: são 14 deputados federais e sete deputados estaduais. Ao todo, fabricantes de armas e munições destinaram R$ 1,73 milhão para políticos de 12 partidos em 15 estados. Metade desses recursos ficou com candidatos do PMDB e do DEM, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Os dados são de levantamento exclusivo do Instituto Sou da Paz, organização não governamental (ONG) de combate à violência, com base em dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Dos 24 titulares da comissão especial incumbida de discutir o projeto que libera o porte e o uso de armas de fogo no país, dez receberam doações do setor para suas campanhas eleitorais neste ano. Ou seja, cerca de 40% dos integrantes. Outros seis suplentes do colegiado também foram financiados por fabricantes de armas e munições.
“A bancada da bala aproveitou o período eleitoral para avançar o projeto na surdina. Nesse sentido, desistiu de realizar seis audiências públicas país afora e optou por realizar apenas uma audiência, em 26 de novembro. Mais do que isso, o objetivo da comissão é votar o projeto de forma açodada, sem realizar uma discussão aprofundada com a sociedade civil, no dia 10 de dezembro”, afirma a ONG.
O projeto de lei criticado pela ONG institui o Estatuto do Controle de Armas de Fogo, que, na prática, revoga o Estatuto do Desarmamento. Caso o projeto seja aprovado, passa a ser responsabilidade da Polícia Civil, em conjunto com o Sistema Nacional de Armas, a emissão do registro e porte de armas de fogo. O PL também sugere a extinção da obrigatoriedade de renovação do registro de arma de fogo a cada três anos, tornando-o definitivo. A justificativa alegada é o excesso de burocracia, como o pagamento de taxas tidas como elevadas, a comprovação da necessidade de porte de arma e a observância a outros pré-requisitos formais.
Beneficiados
PMDB - Édio Lopes (RR) e Fábio de Almeida receberam R$ 30 mil cada um, enquanto Alceu Moreira (RS) e Ronaldo Benedet (SC) recolheram R$ 20 mil cada. Dos postulantes peemedebistas, apenas o deputado federal Fábio de Almeida Reis (SE) tentou a reeleição e não conseguiu manter o mandato.
PSD - Dois dos três representantes pessedistas na lista de financiados não tiveram êxito nas eleições – Moreira Mendes (RO), que disputou o Senado, e Guilherme Campos (SP), que tentou se reeleger. Ambos contemplados por R$ 50 mil em doações daquela indústria. O único beneficiado pelo setor e eleito pelo partido foi Marcos Montes (MG), que recebeu R$ 30 mil.
DEM e PDT, ambos com dois deputados candidatos financiados. Apenas o candidato do PDT ao governo do Rio Grande do Sul, o deputado Vieira da Cunha, não conseguiu se eleger, embora tenha recebido R$ 40 mil do setor.
PT, PSDB, PSB, PTB, PMN e PP – cada postulante dessas siglas foi reeleito. São eles, respectivamente: Carlos Zarattini (SP), Nelson Marchezan Júnior (RS), Gonzaga Patriota (PE), Wilson Santiago (PB), Francisco Tenório (AL), o único que disputou o cargo de deputado estadual, e Jerônimo Goergen (RS).
Beneficiados
PMDB - Édio Lopes (RR) e Fábio de Almeida receberam R$ 30 mil cada um, enquanto Alceu Moreira (RS) e Ronaldo Benedet (SC) recolheram R$ 20 mil cada. Dos postulantes peemedebistas, apenas o deputado federal Fábio de Almeida Reis (SE) tentou a reeleição e não conseguiu manter o mandato.
PSD - Dois dos três representantes pessedistas na lista de financiados não tiveram êxito nas eleições – Moreira Mendes (RO), que disputou o Senado, e Guilherme Campos (SP), que tentou se reeleger. Ambos contemplados por R$ 50 mil em doações daquela indústria. O único beneficiado pelo setor e eleito pelo partido foi Marcos Montes (MG), que recebeu R$ 30 mil.
DEM e PDT, ambos com dois deputados candidatos financiados. Apenas o candidato do PDT ao governo do Rio Grande do Sul, o deputado Vieira da Cunha, não conseguiu se eleger, embora tenha recebido R$ 40 mil do setor.
PT, PSDB, PSB, PTB, PMN e PP – cada postulante dessas siglas foi reeleito. São eles, respectivamente: Carlos Zarattini (SP), Nelson Marchezan Júnior (RS), Gonzaga Patriota (PE), Wilson Santiago (PB), Francisco Tenório (AL), o único que disputou o cargo de deputado estadual, e Jerônimo Goergen (RS).
Com informações/imagem: Congresso em Foco/UOL
Comentário
E o cidadão comum, o eleitor que garante a eleição ou reeleição desses parlamentares, não toma conhecimento das fontes de onde saem os recursos das campanhas.
Sou completamente favorável ao fim das doações de campanhas e também aos lobbys feitos junto a deputados federais e senadores.
Se eleger para um cargo político, neste País, é muto mais vantajoso do que ganhar sozinho na Mega- Sena da Virada...

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