sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Polícia investiga quadrilha em MT que vazou questões do Enem

Respostas foram repassadas por meio de micro-pontos eletrônicos e sistema de transmissão de dados
A investigação da Polícia Judiciária Civil (PJC) de Minas Gerais apontou que uma quadrilha presente em uma cidade de Mato Grosso vazou o caderno de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poucos momentos antes da prova, que ocorreu nos dias 8 e 9 de novembro.

De acordo com declarações do delegado da Polícia Civil, Antônio Prado, dadas ao site UOL, os integrantes da quadrilha no Estado, resolveram as questões e repassaram as respostas para o resto do bando por meio de micro-pontos eletrônicos e um sistema de transmissão de dados.
A quadrilha agia há 20 anos e é suspeita de vender os resultados das provas do Enem e do processo seletivo de faculdades de medicina para, pelo menos, 20 candidatos em quatro estados.
As vagas custavam entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, e a maior parte do valor somente era depositada para o grupo criminoso depois de confirmada a aprovação do candidato. 
Não há informações de que os candidatos suspeitos de comprarem o gabarito sejam de Mato Grosso ou tentavam uma vaga na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 
A Polícia Judiciária Civil e a Polícia Federal do Estado não tiveram participação no desmantelamento da quadrilha, conforme as assessorias dos órgãos.
Isto porque as investigações foram iniciadas em abril após uma denúncia anônima feita ao Ministério Público de Minas Gerais. 
Anulação da prova
De acordo com informações do MPE de Minas, os vestibulares fraudados poderão ser anulados caso não se consiga identificar todas as pessoas favorecidas. 
A medida poderá ser tomada tanto via administrativa quanto por meio judicial, se comprovado o dano à coletividade.
Tamanho da quadrilha
Até o momento, 13 pessoas foram presas acusadas de integrar o grupo criminoso. A polícia ainda investiga o caso, pois a suspeita é de que o crime tenha maior abrangência.
Inclusive, os pais dos candidatos suspeitos de comprarem as vagas também poderão ser investigados.
 Eles podem ser indiciados e denunciados por fraude em certame de interesse público.
Já os integrantes da quadrilha podem responder pelos crimes de formação de organização criminosa, fraude em certame de interesse público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Sobre o caso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), informou que não foi procurado pela Polícia de Minas Gerais sobre o teor das investigações. 
“O Instituto já solicitou à Polícia Federal informações sobre o caso. O Inep reafirma que qualquer pessoa que tenha utilizado métodos ilícitos para obter vantagens no Enem será sumariamente eliminado do exame, sem prejuízo a outras sanções legais”, disse, em nota.
Fonte: Mídia News

Comentário
Que beleza! Mato Grosso não sai das machetes da mídia nacional.
Parece que aqui se concentra a nata da bandidagem...

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