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Análise mostra que o Impro investiu mais na BNY Mellon do que no BB
Segundo assessoria contratada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispmur), dos R$ 100.829.214,51 investidos pelo Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rondonópolis, até o mês de julho deste ano, conforme o demonstrativo que se encontra no site do Ministério da Previdência Social, 38% desses recursos encontra-se em bancos oficiais (Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil).
Já 62% das aplicações, encontram-se em bancos, assets e corretoras, que possuem caráter privado e capacidade financeira bem menor, o que eleva o risco de crédito dos investimentos. Em resumo, o risco dessas instituições quebrarem é infinitamente maior do que de um banco oficial.
Somente o Banco do Brasil, possui investido 27% dos recursos do Impro, espalhados em 4 fundos de investimento, enquanto a Corretora BNY Mellon; instituição que segundo investigações da Polícia Federal, faz parte de um esquema fraudulento e tem como corretora Luciane Hoepers.
O esquema ficou conhecido como o “Fundo da Loira”- uma espécie de ‘isca’ para captar recursos.
Em setembro do ano passado o presidente do Impro, Josemar Ramiro, negou qualquer relação entre o instituto e a máfia investigada pela Polícia Federal na ‘Operação Miquéias’. O esquema se baseava na aplicação de recursos públicos ou previdenciários em fundos de investimentos fraudulentos. "Estranhamente, essa instituição que não oferece as mesmas seguranças do Banco do Brasil, possui mais de 29% dos recursos do Impro, espalhados em 10 fundos de investimentos" destaca Rubens de Oliveira Paulo, presidente do Sispmur.
Segundo notícias vinculadas nas revistas Exame e Valor Econômico, 33% dos recursos do fundo Diferencial Renda Fixa Longo Prazo, administrados pela BNY Mellon, estavam investidos em papéis dos bancos BVA e Cruzeiro do Sul, que foram liquidados pelo Banco Central. Com a quebra desses bancos, os investidores não receberão mais suas aplicações.
"Mais de 8 milhões e 500 mil reais dos recursos do Impro, encontram-se investidos nesse fundo de investimento", destaca Rubens Paulo.
Entre as instituições que receberam recursos do Impro, os recursos encontram-se espalhados da seguinte forma:
Asset BNY Mellon:29%, Banco do Brasil: 27% , Asset BRL Trust: 18%, Caixa Econômica: 11%, Banco Petra: 4%, Banco Sicredi: 3%, Corretora Gradual: 1%, INX Adm e Gestora: 3%, Asset Oliveira Trust: 5%, e Banco Votorantim, menos de 1%.
Fonte: Assessoria Sispmur
Imagem: Arquivo
Comentário
O blog Estela Boranga comenta veiculou em primeira mão, no ano passado, matéria do Ministério Público Estadual (MPE), sobre a transação do Impro com o "Fundo da Loira".
O blog tentou contato com o diretor executivo do Impro, Josemar Ramiro e Silva, pelo telefone convencional do instituto e também pelo celular de trabalho, mas sem obter êxito.
A informação repassada pelo atendimento do Impro, foi de que Josemar estaria em uma reunião e não poderia nos atender.
O blog tentou contato com o diretor executivo do Impro, Josemar Ramiro e Silva, pelo telefone convencional do instituto e também pelo celular de trabalho, mas sem obter êxito.
A informação repassada pelo atendimento do Impro, foi de que Josemar estaria em uma reunião e não poderia nos atender.

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