Lewandowski salientou necessidade de se fazer cumprir a Constituição
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ontem (10) que juízes são homens comuns, durante um encontro de magistrados em Florianópolis, Santa Catarina.
Ele foi questionado sobre o caso da agente de trânsito Luciana Silva Tamburini, condenada a indenizar o juiz João Carlos de Souza Corrêa, flagrado em blitz da Lei Seca, no Rio de Janeiro. Ele dirigia um veículo sem placas e não portava Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Lewandowski evitou comentar o caso concreto, pois a questão poderá ser julgada pelo STF. Entretanto, comentou que “juiz é um homem comum, um cidadão como outro qualquer, que tem a importante missão de fazer cumprir as leis e a Constituição em particular”.O caso em discussão é a decisão do desembargador José Carlos Paes, da 14ª Câmara Cível do Rio de Janeiro. Ele condenou a agente de trânsito, por entender que ela, em 2011, desacatou o juiz flagrado na blitz. Ao ser abordado pela agente, Corrêa deu voz de prisão, após ela dizer que juiz não é Deus.
Fonte/imagem: Correio do Povo
Comentário
A afirmação do presidente do STF traduz a igualdade que se deve observar e também quando começa o direito de um, quando acaba o de outro.
O ato de evocar um cargo, é um dos problemas que está está enraizado na cultura brasileira, que distingue, indevidamente, um cidadão do outro.
A arrogância sobreposta pelo juiz carioca, afrontou o cumprimento da função da agente de trânsito, ferindo as atividades que ela desenvolve.
Ele sim, faltou com o respeito, porque ela estava investida no cargo.
Mais grave ainda, foi a agente de trânsito passar de vítima a ré.
Que o Conselho Nacional de Justiça coloque um fim nessas anomalias rançosas, que nos reporta ao tempo da Ditadura, em que à abordagem feita, se fazia ouvir a infeliz frase: Você sabe com quem está falando?

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