sexta-feira, 7 de novembro de 2014

PF investiga esquema de compra de aviões e imóveis em MT

Delegado Samir Zugaibe (detalhe) da PF - Sinop 
Operação Veraneio desarticulou quadrilha que operava o tráfico internacional em Mato Grosso
A Polícia Federal está investigando um esquema de compra e venda de aeronaves (aviões de médio porte), que eram usadas no transporte de cocaína, entre Mato Grosso - a partir da cidade de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá) -  e países da América do Sul.
Sete pessoas foram presas, na terça-feira (5), sob a acusação de integrar um esquema de tráfico internacional e de lavagem de dinheiro, envolvendo o Brasil, Honduras e Venezuela, durante a Operação Veraneio. 

Os cartéis que recebiam o carregamento de drogas - notadamente, cocaína -, segundo a PF, funcionam no México.
Quatro pessoas foram presas em Sinop - onde funcionaria a base da organização criminosa, no transporte de toneladas de cocaína -, uma em Sorriso (420 km ao Norte) e as outras duas em São Paulo.
Em entrevista a site Sonotícias, de Sinop, o delegado da Polícia Federal, Samir Zugaibe, informou que o dinheiro da venda de aeronaves - que eram levadas de Sinop para a Venezuela e, de lá, saiam carregadas de cocaína até Honduras - foi usado para compra de aproximadamente 28 imóveis. 
Ele não informou se se trata de casas e/ou fazendas. Por mês, a Polícia calcula que os envolvidos no esquema recebiam entre R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões.
O delegado disse que vai analisar todo o material apreendido com as quatro pessoas presas em Sinop, durante a operação, que apura o crime de tráfico internacional de drogas. Zugaibe explicou que nove aeronaves que estão no aeródromo de Sinop, na zona rural, não foram apreendidas.
Segundo ele, não foi detectada nenhuma irregularidades na documentação. Não foi informado também se algum avião foi adquirido pelos investigados. 
“Dos aviões usados pelos criminosos, nenhum foi comprado em Sinop porque ficariam expostos. Descobrimos que parte dos modelos era adquirida em Minas Gerais e outras, em cidades no interior de São Paulo”, disse. 
Os prefixos da aeronaves eram adulterados, assim como equipamentos, para não serem identificados no radar.
Os acusados prestaram depoimentos e estão no presídio Osvaldo Florentino Leite, o "Ferrugem". A Justiça Federal mandou prendê-los por 30 dias, inicialmente. 
A PF não informa os nomes dos acusados, nem profissões. O delegado Samir Zugaibe informou que alguns dos presos já têm passagens pela Polícia por tráfico, furto e roubo.
A operação
Durante a Operação Veraneio, a Polícia Federal apreendeu, no total, R$ 13,4 milhões em dinheiro (reais, dólares, euros), além de cheques. A ação policial foi desenvolvida em Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Amazonas.
Sete pessoas foram presas, sob a acusação de integrar um esquema de tráfico internacional e de lavagem de dinheiro, envolvendo o Brasil, Honduras e Venezuela. 
As apreensões, que incluem joias e documentos, foram feitas em residências dos investigados.
A Operação Veraneio, além do tráfico de drogas, visa a combater a lavagem de dinheiro no Brasil, Venezuela e Honduras. 
A Polícia Federal informou que foram cumpridos todos os 48 mandados judiciais - sete prisões temporárias, 17 de conduções coercitivas e 24 de buscas e apreensões -, em Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Amazonas.
Os mandatos foram cumpridos nas cidades de Sorriso (420 km ao Norte da Capita), Pará de Minas, Formiga e Belo Horizonte (MG), São Paulo, Atibaia, Tatuí, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Guarulhos e Ribeirão Preto (SP) e Manaus e Tabatinga (AM).
Guerrilha
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2011. A base da operação era Sinop, a maior cidade do Norte de Mato Grosso, às margens da BR-163.
Cerca de uma tonelada de cocaína era transportada, mensalmente, entre a região e a localidade de Apure, na Venezuela, na fronteira com a Colômbia, área dominada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O destino final da droga era Honduras, e a operação criminosa tinha como objetivo abastecer cartéis da cocaína sediados no México, segundo a PF.
Na deflagração da Operação Veraneio, a PF de Mato Grosso conta com o apoio da Polícia de Honduras, da Força Aérea Colombiana e da Agência Antidrogas dos EUA (DEA), responsáveis pela captura de aeronaves e apreensão de drogas em solo hondurenho, além da Força Aérea Brasileira (FAB).
Fonte/imagem: Mídia News

Comentário
Pressinto que a "chapa vai esquentar"...

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