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| Silval e Blairo: na corda bamba? |
Em audiência que durou cerca de seis horas ontem (03), o empresário Gércio Marcelino Mendonça, o "Júnior Mendonça", reafirmou as denúncias feitas em sua delação premiada que culminaram com a quinta fase da "Operação Ararath", que investiga um esquema de lavagem de R$ 500 milhões através de empresas de factoring, atacado e postos de gasolina. Ele voltou a dizer que o ex-secretário Éder Moraes Dias, que está preso há 43 dias no complexo penintenciário da Papuda em Brasília (DF), operava um esquema clandestino a mando do ex-governador Blairo Maggi (PR) e atual governador Silval Barbosa (PMDB).
A audiência de hoje foi a primeira entre os vários processos oriundos da "Operação Ararath", que teve início em novembro do ano passado. Nesta ação, são réus Éder Moraes Dias, a esposa dele Laura Tereza Dias, o economista Vivaldo Lopes e o ex-superintendente do BIC Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol.
Mesmo preso em Brasília, Éder acompanhou as declarações de Éder por videconferência e se manteve em silêncio. Advogados que participaram da audiência afirmaram que, apesar do longo período na cadeia, o ex-secretário de Copa, Casa Civil e Fazenda mantém a mesma aparência física.
Durante a audiência, o juiz federal Jeferson Schneider voltou a negar um novo pedido de liberdade para Éder Moraes feito pelos advogados. Com isso, ele continua preso e aguardo julgamento de recursos que tramitam no Tribunal Regional Federal, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.
Uma nova audiência foi marcada para o dia 24 deste mês. Durante quatro dias, o juiz federal deverá colher os depoimentos de defesa e acusação.
Se estiver preso ainda, Éder Moraes acompanhará por videoconferência. Após a fase de depoimentos, Jeferson Scheineider deve emitir a primeira sentença da Ararath.
Fonte: FolhaMax
Imagem: CircuitoMT

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