quinta-feira, 3 de julho de 2014

O blog recebeu denúncia de que uma entidade, considerada de utilidade pública, vem comercializando recursos naturais (cascalho) de uma área doada pelo município – no Anel Viário -, destinada para construção de sua sede. 


Tal entidade, que tem à frente pessoas conhecidas- um profissional da mídia e um filho de secretário municipal – além de não poder usar desse expediente, por não ter fins lucrativos, iria se beneficiar também, com doação de lama asfáltica para o recapeamento de uma pista de pouso e decolagem, através de indicação de um vereador situacionista, direcionada à Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder).
Conversei, dias atrás com o presidente da Coder, Eduardo Weigert, a respeito da lama asfáltica e ele negou veementemente, que a companhia tenha feito o recapeamento. Segundo Eduardo, o recapeamento teria sido feito por uma empresa particular. 
Acontece, que tal empresa particular – que está retirando o cascalho da área e também fora de seu limite (reserva municipal) -, está sendo pressionada a repassar metade do valor da venda do cascalho, para membros da entidade de utilidade pública. 
O assunto, além de ser de interesse da população, também é caso de polícia porque podem ser configurados vários crimes, dentre eles, o de formação de quadrilha.

Tem mais coisas a serem levantadas. Volto ao assunto, com certeza. Inclusive com fotos... 


Em outra denúncia, me foi relatado que tem empresa que recolhe medicamentos de uso controlado (de tarjas vermelha e preta) vencidos das farmácias e drogarias, que está comercializando esses medicamentos, junto ao público, a preços reduzidos.
Esses medicamentos estão inseridos na lista da Portaria 344/98 do Ministério da Saúde, por serem considerados psicotrópicos (drogas). 
O procedimento após o envio para a Vigilância Sanitária - que comprova o vencimento do prazo de validade – é de entregá-los para a empresa credenciada pela destinação. E é a partir daí, que espeertinhos estão vendendo os medicamentos para usuários, que podem até estar usando-os para se drogarem, ao invés de se medicarem.   
E, por serem considerados drogas, o assunto passa a ser da alçada da Polícia Federal.


E o deputado estadual José Riva (PSD), 40 dias após ter sido preso pela Polícia Federal (PF) na operação Ararath - a qual apura esquema de crimes financeiros e fraudes que teriam movimentado ilegalmente cerca de R$ 500 milhões -, teve seu nome homologado na convenção partidária do dia 30 último, em Cuiabá, e é mesmo candidatíssimo ao cargo de governador de Mato Grosso, nas eleições deste ano.  Riva ainda acumula 107 processos na Justiça, sobre os quais ele nega as acusações. 
Em seu discursos, após a homologação, José Riva destacou que em cinco mandatos na Assembleia Legislativa, sempre trabalhou muito para atender as demandas dos municípios e que candidatura ao governo do Estado, é fruto deste reconhecimento. 
Riva vai contar na sua campanha com a força de seu partido, que é o maior de Mato Grosso (possui 39 prefeitos, 15 vice-prefeitos e 257 vereadores e mais de cinco mil militantes em todo o Estado), além de contar  com apoio do PTdoB, PRTB, PEN, PTN, PTC, PPL e Solidariedade.

E nós, aqui deste lado, podemos dizer o que, duma coisa dessas? 


Logo mais, às 13h30m, acontece um fato que vai deixar muito “peixe graúdo” da política mato-grossense, de cabelo em pé: a 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, promove aprimeira audiência de instrução de uma ação penal, que partiu de uma denúncia formal do Ministério Público Federal (MPF), contra Eder Moraes – que acompanhará a sessão através de  videoconferência, pois está detido no Complexo da Papuda em Brasília (DF). 
Acusado de 38 crimes cometidos contra o sistema financeiro nacional, Eder Moraes pode ser condenado a 314 anos de prisão. A audiência  poderá ser acompanhada por qualquer cidadão e contará com a  presença  do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior - delator do esquema de lavagem de dinheiro que desencadeou a Operação Ararath. 

Tem gente que deve estar à base de calmantes...


Pois é, nem bem o Ministro Joaquim Barbosa deixou o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a bandalheira começou a se instalar.
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil da Presidência da República, condenado no processo do mensalão, deixou a cadeia na manhã de hoje (3), para o seu primeiro dia de trabalho externo - auxiliar de biblioteca no escritório do advogado José Gerardo Grossi, que já foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelo emprego, José Dirceu vai receber um salário de R$ 2, 1 mil, por uma jornada de trabalho de das 8h às 18h. 

Dois outros” passarinhos” não menos famosos,  o ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, também retomam o trabalho externo. Delúbio volta a  assessorar sindicalizados na Central Única dos Trabalhadores (CUT), e receberá um salário entre R$ 4 mil a R$ 5 mil, para jornada diária das 8h às 18h. 
Já Valdemar Costa Neto, condenado a 7 anos e 10 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, retorna ao trabalho de gerente administrativo de um restaurante industrial nos arredores de Brasília.
E ao povo resta, mais uma vez, só ficar assistindo a bagaceira acontecer... 

Imagens: Folhamax/Internet/

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