quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

CPI responsabiliza Eraí por fraudes de R$ 300 milhões em MT

CPI da AL
Denúncias serão encaminhadas a MP, PF e Delegacia Fazendária
Por 3 votos a 2, os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a suspeita de fraude e simulação de negócios na Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), ligada ao empresário Eraí Maggi (PP), aprovaram o voto em separado do deputado estadual José Riva (PSD), autor do pedido de investigação, em detrimento ao relatório final apresentado pelo parlamentar Emanuel Pinheiro (PR).  
Com a aprovação do voto em separado, de acordo com o regimento interno da Assembleia Legislativa, será elaborado um Projeto de Resolução que foi lido durante a sessão de ontem (30), e votação dos deputados estaduais daqui a cinco sessões, que deve acontecer no dia 7 de janeiro, quando está prevista uma extraordinária. Se aprovado pelos parlamentares, o relatório de Riva será encaminhado para investigação da Delegacia Especializada da Fazenda Pública Estadual (Defaz), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Federal (PF) e Receita Federal.  
Segundo Riva, o empresário Eraí Maggi (PP), proprietário do Grupo Bom Futuro, atuava como “dono da Cooamat e 78% das movimentações financeiras da cooperativa eram feitas por ele. Por muito tempo, a sede da cooperativa era no grupo Bom Futuro, os cooperados são funcionários da empresa e não há a adesão de novos cooperados, o que não é permitido”. Na avaliação do parlamentar, mais de R$ 300 milhões devem ter sido deixados de arrecadar pelo fisco estadual e federal.
“Sem dúvida, desde a constituição da cooperativa, muitas irregularidades, como simulação e fraude, no processo de aquisição de insumos, na venda de mercadoria de exportação, foram detectadas. Nota-se que o Grupo Bom Futuro se utilizou da cooperativa, sendo praticamente o dono, como se fosse uma empresa, uma extensão da sua empresa, para burlar o fisco estadual. As cooperativas são fundamentais, importantes, mas trata-se de um desrespeito a legislação vigente, na operacionalização, na compra e venda, e essa investigação é uma contribuição do parlamento para o Estado”, afirmou.
Com informações e imagem: Folhamax

Comentário
Pelo que se pode notar, as "vacas" foram engordadas com muito insumo podre, oriundo de desvio.
Nem tudo que parece é... 

0 comentários:

Postar um comentário