terça-feira, 23 de dezembro de 2014

DA HORA

SILVAL E A FRIBOI
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o terceiro recurso do governador Silval Barbosa (PMDB) e mantém o bloqueio de bens e R$ 155 mil encontrados em suas contas bancárias, em decorrência do inquérito do Ministério Público, sobre a concessão de incentivo fiscal indevido de R$ 73,2 milhões ao grupo JBS Friboi.
No imbróglio, segundo o MP, o Governo e a empresa acordaram um protocolo de intenções, sem publicação oficial, tendo a Friboi recebido crédito de ICMS, além de outros três incentivos: redução da base de cálculo, crédito presumido e incentivo fiscal via Prodeic.


SILVAL E O TCE
Correndo contra o tempo, Silval Barbosa pleiteia uma vaga no Tribunal de Contas do Estado /TCE), que lhe garantiria o Foro Privilegiado por prerrogativa de função, que lhe dá direito de ser julgado por instâncias superiores.
Para tanto, ontem – durante almoço no Palácio Paiaguás - ele teria fechado apoio de 15 deputados estaduais, para ser indicado hoje, terça-feira.
Além de ser alvo de ações recentes do Ministério Público Estadual (MPE), por suposta participação em esquemas de corrupção em seu governo, Silval também é um dos citados pela Polícia Federal na Operação Ararath - que investiga um esquema de lavagem de dinheiro público por meio de factorings, empreiteiras e outras empresas.
O esquema pode ter movimentado, segundo a PF, pelo menos R$ 500 milhões nos últimos anos.

APOSTA DA CANA
Um grupo de cerca de 30 advogados atuantes e conceituados em Mato Grosso, fez um "bolão" com apostas de cerca de R$ 500 cada.
Vence aquele que acertar a data de prisão de uma importante figura política do Estado, por meio de mandado federal ou estadual.
A aposta se originou devido aos advogados terem conhecimento de dezenas de investigações, direcionadas ao figurão.
Mesmo pela dificuldade em nominar, já que são tantos os figurões envolvidos em maracutaias, quem arrisca um palpite?

OPERAÇÃO EDIÇÃO EXTRA
Em ofício encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), a delegada Liliane de Souza Santos Murata Costa, da Polícia Civil, relatou a suspeita de que os empresários Dalme, Fábio e Jorge Defanti  - os dois primeiros são donos da Gráfica Print; o terceiro, da Gráfica Defanti - receberam informações, com antecedência, sobre a deflagração da Operação Edição Extra iniciada no dia 18.
A operação investiga suspeita de esquema de desvio de dinheiro público por meio de licitações de gráficas com a gestão Silval Barbosa (PMDB).
A delegada Liliane Costa cita no relato, que informes recebidos pela Polícia Judiciária Civil, comprovam que os empresários se valeram de informações privilegiadas, para se furtarem de ser localizados em suas residências e posteriormente em suas empresas, quando os investigadores de polícia estavam no cumprimento inicial dos trabalhos.
"Gerou estranheza o fato de suas esposas, que receberam a polícia durante a execução dos mandados, ter portado totalmente tranquilas, como se já esperassem a presença da polícia", frisou ela, acrescentando que uma delas,“ao receber uma equipe de policiais em sua residência durante as buscas informou apenas que seu marido estava trabalhando em Chapada dos Guimarães, ‘mas a polícia podia ficar à vontade’".
Empresários privilegiados esses, não?

AVALANCHE DE OBRAS
Percival Muniz (PPS), prefeito de Rondonópolis, está preparando uma verdadeira avalanche de obras para o município, nos dois próximos anos.
Sob a alegação de que 2013 e 2014 serviram para colocar a "casa em ordem", o “Barba Tracajá” – apelido dado pelos mais íntimos - pretende transformar a cidade, que apesar de sua importância sócio-econômica, engatinha em termos de urbanização, principalmente.
Já não era sem tempo, porque apesar da arrecadação expressiva, Rondonópolis é vista como uma típica cidade interiorana, que deixa muito a desejar em termos de otimização de serviços e também quanto a modernização estrutural.
A começar pelo recapeamento asfáltico, que na maioria das ruas e avenidas principais, está virado num verdadeiro queijo suíço.

MUDANÇAS NO SECRETARIADO
Também são previstas mudanças no staff, já que alguns secretários - competentes - já aventaram essa hipótese e outros, por incompetência mesmo.
Falando em incompetência, o ofício do MP requerendo informações sobre o fato duma Secretária municipal estar acumulando – e recebendo – por três cargos, ainda repousa impávido na mesa do Procurador-Geral, Fabrício Corrêa.
Só que há muitos que apostam que a referida Secretária seria poupada, por gozar de ótimo conceito junto ao Prefeito.
O que não condiz com sua atuação, à frente da Pasta que comanda.
Eu prefiro continuar acreditando nas sábias palavras que minha mãe, Adélia, dizia: “Tudo a seu tempo. Não há bem que sempre dure e mal que nunca acabe”.

Com informações: Folhamax e Mídia News

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