A juíza plantonista Maria Rosi de Meira Borba revogou na tarde de ontem, a prisão preventiva dos empresários e irmãos Fábio Martins Defanti, Dalme Fernandes Defanti Júnior e Jorge Luiz Martins Defanti, além do funcionário Alessandro Francisco Teixeira Nogueira. Eles estavam presos por participação num suposto esquema de corrupção através de gráficas que prestam serviços ao Governo de Mato Grosso, cujo rombo estimado inicialmente é de R$ 40 milhões.
A magistrada acatou um pedido de relaxamento de prisão solicitado pelos advogados dos envolvidos, que derrubaram a tese da Polícia Civil e Ministério Público de que os empresários tinham conhecimento antecipado da operação "Edição Extra" e teriam destruído provas, como por exemplo, a troca de HDs dos computadores das gráficas Print e Defanti.
Para Maria Rosi de Meira Borba, a prisão dos três empresários e do funcionário não tinha mais necessidade, após os depoimentos e coleta de provas para a inquérito policial. Ela ainda apontou que o próprio MPE se manifestou, favoravelmente, à liberdade de um dos indiciados e prisão domiciliar para outro.
A magistrada ainda determinou medidas restritivas aos investigados. Todos terão que comparecer mensalmente à Justiça, para explicar suas atividades e atualização de endereço; não poderão deixar Cuiabá sem autorização; terão que comparecer a todos os atos judiciais em relação ao inquérito; e ainda não cometerem novos delitos.
Com informações/imagem: Folhamax
Comentário
Apesar de esperarmos que a Justiça desmistifique de vez, a máxima de que só os pobres são penalizados, fatos como este provam o contrário.
Lamentável as brechas que existem no Código Penal Brasileiro, que são conhecidíssimas dos advogados e que permitem a liberação dos acusados, mesmo que eles estejam com lama até o pescoço.

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