quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Empresários teriam agentes infiltrados em órgãos públicos

O promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes afirmou, com base na perícia da Polícia Civil na Operação "Edição Extra", que os empresários Dalmi Defanti, Fábio Defanti e Jorge Defanti, donos das gráficas Print e Defanti, teriam “pessoas infiltradas” em instituições públicas para “saber dos passos da polícia”.
Para Regenold, os empresários teriam usado parte do montante desviados de ações ilegais, para manter os informantes que os alertaram da operação, deflagrada na quinta-feira (18).

“O fato é que, a toda a evidência, os investigados, por deterem alto poder aquisitivo derivado do suposto desvio de vultosas quantias do dinheiro da população, teriam infiltrados nas instituições públicas, agentes públicos ou particulares que, à custa da corrupção, os informam de todos os passos da polícia”, afirmou, no pedido de prisão preventiva dos empresários.
 “Essa, aliás, é uma das características do moderno conceito de organização criminosa, ou seja, manter braço nas instituições públicas como forma de proteção e obtenção de informações sigilosas”, disse.
“E, valendo-se dessas informações vazadas criminosamente, os indiciados promoveram fuga do distrito da culpa, não sendo encontrados na manhã do dia 18/12, quando do cumprimento ao mandado de prisão”, disse no documento.
Segundo Regenold, as esposas dos empresários afirmaram que todos eles estavam em viagem ao interior do Estado. No entanto, eles se entregaram apenas após saber sobre o teor da decisão da Justiça. “Isso lhes propiciou a fuga, por tempo suficiente para tomarem conhecimento que seriam libertados após suas oitivas, criarem o pretexto de que estavam em viagem e voluntariamente se ‘entregarem’, disse ele.
Com informações e imagem: Mídia News

Comentário
Eu tenho afirmado aqui, que os ladrões e corruptos, que se utilizam da prática criminosa e imoral do desvio de recursos públicos, sempre conseguem contratar bons e renomados advogados para os livrarem da cadeia.
E isso, deve-se ao fato de disporem de recursos financeiros suficientes, para tanto. 
Recursos estes, que saíram dos cofres públicos, justamente por conta dos golpes praticados contra o Erário.
Não caberia à Justiça, determinar o bloqueio dos bens e das contas dessa "gente boa"?  

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