Ao todo, 233 deputados e senadores que disputaram as eleições deste ano receberam R$ 3 milhões de seus subordinados
Os valores variam de simbólicos R$ 50 até quase R$ 91 mil. Os partidos contemplados vão da esquerda à direita, da base aliada à oposição – ao todo, 20 das 28 legendas com assento no Congresso.
No total, 233 parlamentares receberam R$ 3 milhões em doações eleitorais de quase 750 assessores, de acordo com cruzamento de dados feito pela Revista Congresso em Foco com base na prestação de contas entregue pelos candidatos à Justiça eleitoral.
Há servidores que abdicaram de férias para trabalhar em campanha, outros que cederam horas de trabalho para os chefes, funcionários que tiraram da conta bancária valores até superiores aos seus vencimentos mensais. O expediente da chamada caixinha eleitoral foi utilizado por quase metade dos congressistas, que disputaram algum mandato em 2014.Embora a lei não proíba esse tipo de prática, a caixinha caracteriza uma clara vantagem dos parlamentares em relação aos candidatos, que não contam com mandato. Muitos assessores veem na permanência do chefe a chance de continuar no emprego. A maioria dos congressistas, no entanto, alega que não pressionou nem exigiu qualquer oferta dos subordinados e que as contribuições – em dinheiro, chefe ou serviço –, foram de livre e espontânea vontade. Pela legislação eleitoral, qualquer pessoa física pode doar valor correspondente a até 10% dos rendimentos que declarou à Receita Federal, no ano anterior.
Na relação dos parlamentares que receberam doações dos servidores e o total levantado por cada um deles no respectivo gabinete, aparecem quatro deputados federais de Mato Grosso:
Ságuas Moraes (PT) R$ 32.300,00; Valtenir Pereira (PROS) R$ 9.000,00; Nilson Leitão (PSDB)
R$ 8.427,00; e Eliene Lima (PSD) R$ 5.000,00.
Com informações/imagem/infográfico: Revista Congresso em Foco, com base na prestação de contas final dos candidatos e na relação dos funcionários da Câmara e do Senado.
Comentário
Mesmo permitida, essa prática é imoral e vergonhosa.
Existem políticos em cargos menores, como por exemplo o de vereador, que faz caixinha mensalmente com os subordinados, para pagar assessores não nomeados, apesar de receberem verba de gabinete de 100% sobre os salários.
Esse procedimento, é considerado crime
Esse procedimento, é considerado crime
Veja no quadro, o salário de um de deputado federal, atualmente. A partir de 2015, o salário deles sobe para R$ 33.700,00.


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