sábado, 13 de dezembro de 2014

Volta Redonda quer mudar nome de ponte Presidente Médici. E Rondonópolis?

Avenida Presidente Médici em Roo 
A Câmara de Volta Redonda (RJ) realizou no dia 11, uma audiência pública para discutir a mudança de nome de uma ponte no município. Caso seja aprovada, a troca seria emblemática: passaria de Ponte Presidente Médici para Waldyr Calheiros, bispo da região que combateu a ditadura personificada, como poucos, pelo general que comandou o país de 1969 a 1974, no período imediatamente posterior ao AI-5. A proposta de alteração é do vereador Jerônimo Teles (PSC). Tem apoio da Comissão Municipal da Verdade.

O Ministério Público Federal também apoia a retirada do nome atual, dado em 1973, quando o município foi declarado área de segurança nacional. O MPF propõe que a nova denominação seja escolhida em 90 dias, em discussão pública, "com ampla participação da sociedade civil, obedecendo normas constitucionais e legais". 
Para o Ministério Público, a deliberação que conferiu o nome de Médici à ponte, ofende o princípio da impessoalidade e o direito à memória.
Dom Waldyr Calheiros Novaes, bispo emérito da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, morreu em 30 de novembro de 2013, aos 90 anos. Durante a ditadura, acolheu vários presos políticos. Também defendeu os operários na greve da Companhia Siderúrgica Nacional, em 1988, quando três trabalhadores foram mortos após invasão da fábrica por tropas do Exército em 9 de novembro daquele ano.
Fonte: RedeBrasilAtual
Imagem: GCS/PMR

Comentário
Aqui em Rondonópolis, uma das principais avenidas de acesso à cidade, leva o nome de Presidente Médici. Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, já houve mudança similar do nome duma avenida, homenageando quem de direito; que fez pelo bem comum. 
Eu já escrevi artigo no jornal A Tribuna, a respeito, cobrando um posicionamento da Câmara Municipal, quanto à mudança do nome, que homenageia um ex-presidente cujo mandato é considerado o mais negro da Ditadura Militar.
Reitero a cobrança, sugerindo que o nome seja trocado para Calé Marien, que faleceu semana passada e que sempre será um dos ícones, senão o principal, do Movimento Comunitário de Rondonópolis.  

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