segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

MPE quer devolução de R$ 61 milhões

Blairo, Eder e Silval: Improbidade
Além de governador, ex-governador e secretários, procuradores também estão na lista
A empreiteira Encomind Engnharia Ltda. é um dos alvos das ações civis propostas pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta sexta-feira (19). 
Os promotores de Justiça pedem o bloqueio de bens dos indicados como réus, no valor de R$  61 milhões, e a devolução do valor aos cofres do Estado.

O MPE acusa vários agentes públicos de improbidade administrativa - entre eles Silval Barbosa (PMDB), o senador Blairo Maggi (PR) e os ex-secretários de Estado de Fazenda Eder Moraes e Edimilson José dos Santos. 
Na liminar assinada pelos promotores de justiça Sérgio Silva da Costa, Célio Joubert Fúrio e Roberto Aparecido Turin, pede que os bens de todos os acusados sejam bloqueados até que o valor de R$ 61 milhões seja atingido e que sejam afastados dos cargos públicos, sem prejuízos de remuneração. 
Os pagamentos, segundo os promotores de Justiça Sérgio Silva da Costa, Célio Joubert Fúrio e Roberto Aparecido Turin, era um "estratagema utilizado para sangrar os cofres" do Estado. “Tudo estava previamente combinado entre o credor - Encomind – e o devedor – Administração Pública, para facilitar e inflar os pagamentos administrativos e assim viabilizar o 'retorno', melhor dizendo, o pagamento de propina aos Agentes Públicos envolvidos na quitação administrativa dos créditos da Encomind", diz trecho da ação.
São também apontados como réus, no suposto esquema, os procuradores Dorgival Veras de Carvalho, João Virgilho do Nascimento Sobrinho e Dilmar Portilho Meira e Ormindo Washington de Oliveira, servidor da Procuradoria Geral do Estado. Também são citados como réus o diretor presidente da Encomind Engenharia Ltda., Marcio Aguiar da Silva, e os sócios Antônio Teixeira Filho, Hermes Bernardo Botelho e Rodolfo Aurélio Borges de Campos. 
Resumidamente, o MPE afirma que a empresa Encomind, para receber créditos do Estado, aceitou participar de fraude na qual os valores efetivamente pagos pela Administração Pública eram muito superiores ao devido, retornando grande parte destes recursos em benefício dos agentes públicos envolvidos - "os quais se utilizaram do dinheiro inclusive para pagamento de operações de empréstimos pessoais realizados junto a agiotas".
"Trata-se, portanto, de verdadeiro esquema criminoso e ousado de desvio de dinheiro público, envolvendo os empresários da Encomind e os Agentes Públicos,  tratando-se naquele momento das mais altas autoridades do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso", diz a ação.
Com informações/imagem: MidiaNews

Comentário
Enquanto isso acontecia, o Estado padecia e ainda padece, por falta de obras de infraestrutura e de conservação de estradas, sem contar a saúde, que está um caos.
Blairo Maggi e Silval, deixam os cargos, no dia 31 deste mês, porque não form reeleitos.
Para o bem de Mato Grosso...  

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