quarta-feira, 11 de junho de 2014

BOCA NO TROMBONE

Os torcedores que vierem a Cuiabá para assistir às partidas das seleções de seus países, além do calor abrasivo da capital mato-grossense, certamente terão outro assunto para comentar: as obras inacabadas da Copa do Mundo 2014.
Na maior cara dura , a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) definiu a inauguração de 36 obras restantes, dum total de 56 projetadas, para até 31 de agosto. Quer dizer: dois meses após o Mundial.

Em outubro, será entregue a última delas: a avenida Parque Barbado, que passa por baixo do Viaduto da UFMT (mais conhecido como Viaduto do Silval). Já quanto ao famoso Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a Secopa não tem definido o prazo para a conclusão.
Na lista das inacabadas constam as trincheiras da Jurumirim/Trabalhadores; Santa Rosa; Aeroporto Marechal Rondon; viaduto da UFMT; avenida 8 de Abril, coletor do córrego Mané Pinto, e a duplicação da estrada da Guarita. E pasmem: os dois Centros Oficiais de Treinamento (COTs) do Pari (em Várzea Grande), que deveriam estar prontos para os treinos das seleções.  
É muita falta de vergonha na cara desses pseudo gestores. É muita corrupção neste Estado tão rico e próspero. Esperamos que tão logo passe a Copa do Mundo a Justiça entre em campo, para punir esse “bando de ratos” que está infiltrado em tudo quanto é órgão público...

Falando em “bando de ratos”, as coisas andam quentes também para o lado do Ministério Público Estadual (MPE).  A Administração Superior do Ministério Público criou um grupo de trabalho para apurar todos os fatos relacionados à “Operação Ararath”, no dia 20 de maio, quando o órgão foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal.
O grupo – formado por quatro promotores - realizará investigações e adotará as medidas judiciais cabíveis, principalmente em relação ao promotor Marcos Regenold, que está sob investigação no Supremo Tribunal de Justiça, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de orientar o ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB) sobre como “atrapalhar” as investigações referentes à operação Ararath. Marcos Regenold, teve progressão rápida em sua carreira, desde que tomou posse no Ministério Público do Estado (MPE)e segundo um dossiê sem assinatura, produzido dentro do órgão, o promotor pode se considerar, “sem dúvida, um profissional de sucesso e muita sorte”. O documento cita a existência da lista com 47 nomes de membros do MPEl e os valores a serem pagos pelo governo do Estado aos citados.
O documento conclui que “vários promotores e procuradores de Justiça passaram a entender que o fato da ‘lista’ ter sido encontrada na casa de Eder Moraes se justificaria pela possível aproximação de membros da cúpula do Ministério Publico Estadual com ele, reforçando, assim, a tese que vem sendo investigada perante o Supremo Tribunal Federal”.
Vamos esperar pelos resultados, que tem muita sujeira sob o tapete que precisa ser dada a conhecer ao público.E põe sujeira nisso...




Após um mês de conversações e tentativas de acordos com o Governo do Estado, os bombeiros e policiais militares de Mato Grosso aceitaram a última proposta feita pelo Poder Executivo e descartaram entrar em greve, durante a Copa do Pantanal. 
O encontro entre o governador Silval Barbosa (PMDB), o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, e representantes dos sindicatos da categoria no dia 09, definiu pontos a serem discutidos em assembleia geral.
O presidente da Associação dos Oficiais (Assof), major Wanderson Nunes de Siqueira, afirmou que a proposta do Estado garantiu 70% das reivindicações dos militares e uma paralisação, neste momento, não teria sentido. “Nós conseguimos praticamente 70% do que propomos desde o começo, o que significa, principalmente, uma correção salarial numa faixa de 30%, bem como nossa progressão horizontal em todas as patentes”, explicou. 
Menos mal para a população, que aguardava ansiosa, um desfecho favorável à categoria, para que a segurança tenha continuidade, já que a bandidagem pretendia "pintar e bordar" em Rondonópolis...

 

Nem bem acabou a “greve branca” da PM e dos bombeiros, agora é a vez dos policiais civis de Mato Grosso ameaçarem cruzar os braços, durante a Copa do Mundo. Neste momento, a categoria realiza uma assembleia-geral no sindicato da categoria, o Siajuspoc, com indicativo de greve. Os policiais civis exigem o mesmo reajuste salarial concedido a policiais militares e bombeiros. 
Para a Copa, estão escalados 1.600 policiais para trabalhar em locais estratégicos e também nas delegacias do interior. Os civis se sentem injustiçados e querem uma reposição, senão vaõ cruzar os braços, mesmo.
Além da população, a bandidagem também deve estar de olho nessa prometida paralisação dos PJCs, que caso aconteça, vai facilitar ainda mais as suas “atividades”...




Imagens: MidiaNews/Folhamax



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