segunda-feira, 2 de junho de 2014

Operação Ararath: Nadaf teria ido ao Panamá a mando de Silval


O empresário Júnior Mendonça, suspeito de coordenar um esquema de lavagem de dinheiro e empréstimos fraudulentos, que contava com a participação de políticos, empreiteiros e bancos, continua a causar estragos em reputações e lançar suspeitas sobre “poderosos” de Mato Grosso.
Após se transformar no alvo número 1 da Polícia Federal, que fez busca e apreensões em seus escritórios e residências, por meio da Operação Ararath, ele aceitou colaborar com as investigações.

Em vários depoimentos ao Ministério Público Federal (MPF), por meio de delação premiada, desde o mês de fevereiro, ele relatou operações das quais participou e forneceu documentos, como notas promissórias e contratos.
Em um desses depoimentos, em 24 de abril passado, Júnior Mendonça citou, pela primeira vez, o nome do secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf (PR), considerado como “braço direito” do governador Silval Barbosa (PMDB). 
À procuradora da República Vanessa Scarmagnani, que atua em Cuiabá, ele disse que o ex-secretário de Estado Eder Moraes, em algumas ocasiões, lhe confidenciou que Pedro Nadaf teria ido “várias vezes” ao Panamá – país da América Central e conhecido “paraíso fiscal”, usado para lavagem de dinheiro. 
No depoimento, que também foi presenciado por delegados e agentes da Polícia Federal, Júnior Mendonça disse que as idas ao Panamá teriam ocorrido “a pedido do governador Silval Barbosa”. 


R$ 3 milhões por mês

No mesmo depoimento, o empresário também disse que o secretário-chefe da Casa Civil seria o intermediador de um esquema, feito junto a grandes frigoríficos.

 Em troca de benefícios fiscais no Estado, as empresas do setor repassariam ao governador Silval Barbosa, por meio de Pedro Nadaf, a quantia de R$ 3 milhões mensais. 
No depoimento, Júnior Mendonça admitiu que nunca teve contato pessoal com Nadaf.


Outro lado
A reportagem ligou várias vezes, desde sexta-feira (30), nos telefones celulares do governador Silval Barbosa e do secretário de Estado Pedro Nadaf. As ligações não foram atendidas, tampouco retornadas.

(Fonte: Mídia News)


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