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| Manifestantes do "Terra Sofrida" |
Eles querem a liberação das 34 pessoas detidas pela Polícia Federal
Pelo menos três mil pessoas prometem fechar a BR-163, a partir de sábado (6) - estendendo o bloqueio até o Natal (25) -, caso todos os presos da "Operação Terra Prometida" não sejam liberados.
Os manifestantes - moradores dos municípios de Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Nova Mutum e Sorriso - assinaram um ato de repúdio na última segunda-feira (1º), em protesto pela forma como a Polícia Federal está conduzindo a operação.
Em entrevista ao MidiaNews, o prefeito de Ipiranga do Norte (470 km de Cuiabá), Pedro Ferronato (PTB), afirmou estar "indignado" com a prisão de trabalhadores que, segundo ele, são "pessoas de bem"."É tão vergonhosa essa operação. Uma pessoa levou na Justiça algumas inverdades e a mesma acatou. Se for para os nossos colegas passarem o Natal na cadeia, vamos passar o nosso natal na BR também”, afirmou o prefeito.
Segundo Ferronato, as investigações estão sendo feitas contra pessoas trabalhadoras.
"Se for para os nossos colegas passarem o Natal na cadeia, vamos passar o nosso natal na BR também"
“Não precisamos dizer nada. É só eles verem o tamanho do nosso manifesto. Será que só tem bandido envolvido? Pessoas que têm residência fixa e são de família e hoje estão presos como se fossem bandidos. Vários não sabem nem a razão pela qual foram presos”, comentou Ferronato.
Para o prefeito, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e seus servidores é que precisam ser investigados, e não os moradores das terras, que "ajudaram o município a crescer".
“O Incra abandonou o município. A cidade cresceu sozinha, sem o acompanhamento técnico, e esse foi o grande problema ocorrido. Hoje quem está em Itanhangá são pessoas capacitadas para produzirem naquelas áreas de Cerrado”.
"Não precisamos dizer nada. É só eles verem o tamanho do nosso manifesto. Será que só tem bandido envolvido? "
Segundo o prefeito, Itanhangá nunca teve estrutura oferecida pelo governo.
“No ano de 1997 houveram problemas graves de doenças, pois o assentamento não oferecia condições básicas de saúde. Lá era um poço de malária, e ninguém ia lá saber o que estava acontecendo. Tomamos a medida de fazer esse protesto, porque não é necessário prender pais de famílias”, afirmou o prefeito.
Com informações e imagem: MídiaNews
Comentário
Essa inversão de valores, torna a Justiça inócua e a impunidade um fato normal.
Se usa dois pesos e uma medida, somente.
À sociedade mato-grossense, cabe – mais uma vez – assistir, perplexa, a mais um caso de favorecimento aos corruptos, que ainda tem a audácia de chamar a manifestação de "Terra Sofrida".

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