![]() |
| Josemar (Impro) e Rubens Paulo(Sispmur) |
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis protocolou ontem (01) um pedido formal, para que o prefeito Percival Muniz (PPS) intervenha na gestão do Instituto Municipal de Previdência (Impro) e determine o afastamento do diretor executivo, Josemar Ramiro. A medida é considerada necessária para a apuração de irregularidades envolvendo investimentos e também nos gastos feitos pelo Instituto.
Segundo a direção do Sindicato, o rombo no Impro é superior ao demonstrado na prestação de contas, feita na semana passada por Josemar, durante assembleia geral da categoriaEm entrevista exclusiva ao site Gazeta MT o presidente do Sispmur, Rubens Paulo, e o diretor jurídico do sindicato, Ilson José Galdino, disseram que a intervenção do prefeito está prevista no estatuto do Impro e visa resguardar o próprio município de prejuízos maiores.
"As aposentadorias dos servidores estão garantidas, mas, em caso de insolvência, as responsabilidades do Impro terão de ser honradas pela Prefeitura. O dinheiro que o município poderia usar para fazer obras ou mesmo realizar o nosso concurso, terá de ser direcionado para cobrir as dívidas e prejuízos", alertou Galdino.
"Na assembleia da semana passada eles admitiram um prejuízo de R$ 3 milhões em aplicações feitas com recursos do Impro e o Ministério Público investiga outras transações que causaram perdas em torno de R$ 2,5 milhões. Mas acreditamos que o prejuízo é bem maior que isso. A intervenção permitirá que tudo seja realmente esclarecido", defende o presidente do Sispmur.
Os dirigentes do Sispmur sustentam que a atual diretoria do Impro fez aplicações em fundos fraudulentos investigados na 'Operação Miquéias', da Polícia Federal. Afirmam também que houve perdas milionárias em investimentos na BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM SA e BRL Trust Distribuidora de Títulos Mobiliários S/A.
Há ainda a suspeita de que a opção por essas instituições, ao invés dos bancos oficiais (CEF e BB) ou outros mais conhecidos e seguros, tenha sido motivada pelo pagamento de propinas.
Gastos exagerados
Outra coisa que chamou a atenção da diretoria do Sindicato, e também do Tribunal de Contas de Mato Grosso, são os gastos administrativos exagerados e os indícios de fraudes em contratos firmados com empresas de Rondonópolis e municípios vizinhos.
A direção do Sispmur já reuniu documentos que comprovam o pagamento indevido de salário família para diretores do Impro, diárias, adiantamentos salariais irregulares e até de troca de cheques.
Na assembleia promovida pelo Instituto na semana passada os dirigentes do Sispmur haviam solicitado informações sobre esses procedimentos e também mais detalhes sobre as despesas administrativas e contratos firmados nos últimos anos. Porém, até ontem o diretor-executivo do Impro não havia cumprido a promessa de prestar as informações.
Também aguardam explicações do Impro os contratos milionários de locação de veículos, programas de computadores e até com assessoria de imprensa. "Eles compraram três mil litros de combustível em um ano para abastecer um único veículo, que foi locado no mesmo período por R$ 49.472,64. Daria para comprar um carro novo com esse dinheiro", ressaltou Rubens Paulo.
A documentação levantada pelo Sispmur, mostra ainda que em 2010 uma empresa sediada numa cohab de Guiratinga, recebeu R$ 194 mil para lançar os dados do Impro no sistema de acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (Aplic). Apesar do valor excessivo recebido pelo serviço, a empresa não cumpriu os prazos.
Já o contrato com a empresa de comunicação que faz a assessoria de imprensa, foi prorrogado de forma irregular e consumiu mais de R$ 105 mil em dois anos.
"A estrutura do Impro é bem menor que a nossa (do sindicato). Mesmo assim, em um único ano, eles tiveram despesas administrativas superiores a R$ 1,1 milhão. Isso tem que ser explicado a toda sociedade", cobrou Rubens Paulo.
Conforme a direção do Sispmur, o pedido formalizado ontem ao prefeito Percival Muniz é o primeiro passo de uma ofensiva, visando esclarecer a real situação do Impro. O Sindicato também formalizará pedido de abertura de investigações à Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Fazendária e no Ministério Púbico Estadual e Ministério Público Federal.
Versão de Josemar
O diretor-executivo do Impro, Josemar Ramiro e Silva, evitou polemizar sobre o pedido de intervenção e afastamento protocolado ontem (01) pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis.
O dirigente do Instituto de Previdência alega que está tranquilo e que aguardará a resposta do prefeito Percival Muniz (PPS) sobre o pedido. Diz ainda que não fez nada de errado e que está pronto para prestar os esclarecimentos que forem necessários.
"Não tenho apego ao cargo. O Impro é uma autarquia e o prefeito tem toda a liberdade para fazer o que achar necessário", declarou.
Versão de Josemar
O diretor-executivo do Impro, Josemar Ramiro e Silva, evitou polemizar sobre o pedido de intervenção e afastamento protocolado ontem (01) pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis.
O dirigente do Instituto de Previdência alega que está tranquilo e que aguardará a resposta do prefeito Percival Muniz (PPS) sobre o pedido. Diz ainda que não fez nada de errado e que está pronto para prestar os esclarecimentos que forem necessários.
"Não tenho apego ao cargo. O Impro é uma autarquia e o prefeito tem toda a liberdade para fazer o que achar necessário", declarou.
Com informações e imagem: GazetaMT

0 comentários:
Postar um comentário