quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Filhos e netos de políticos perpetuam o continuismo familiar

No próximo domingo (1º), herdeiros de políticos se juntarão a deputados federais que já estão na Casa há várias legislaturas, como Miro Teixeira, que já tem mais de três décadas de mandato.

É o caso da deputada estadual e filha do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho (PR), que foi a segunda deputada mais votada em seu estado.
Cientista político avalia por que as pessoas votam em filhos e netos de políticos tradicionais.
Em São Paulo, foi eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado mais votado do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP-RJ). Também em São Paulo, o deputado estadual Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador Mário Covas, foi eleito com votação expressiva – mais de 352 mil votos.
No Amazonas, o deputado mais votado foi Arthur Bisneto (PSDB), filho do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Bisneto foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos, entre 2007 e 2014, e vereador de Manaus, de 2001 a 2003.
Na Paraíba, Pedro Cunha Lima (PSDB) foi o deputado mais votado. Ele é filho do senador Cássio Cunha Lima, também do PSDB, que disputará no segundo turno o governo do estado. O segundo mais votado na Paraíba foi Veneziano (PMDB), filho do ex-deputado federal Antônio Vital do Rêgo (já falecido) e da deputada Nilda Gondim (PMDB-PB). Ex-prefeito da cidade de Campina Grande (PB), Veneziano também é irmão do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).
No Rio Grande do Norte, foram eleitos: o deputado estadual Walter Alves (PMDB), filho do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves; e o deamiliarputado Betinho Rosado Segundo (PP), filho do atual deputado Betinho Rosado (PP-RN), que não se candidatou à reeleição.
Em Goiás, foi eleito Daniel Vilela, filho do ex-governador do estado e atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Em Minas Gerais, outro filho de deputado foi eleito: Newton Cardoso Jr (PMDB-MG), filho do atual deputado e ex-governador do estado, Newton Cardoso (PMDB-MG). Já na Bahia, o segundo mais deputado foi Mário Negromonte Jr (PP), filho do ex-deputado Mário Negromonte.

Com informações e imagem: Agência Câmara

Comentário
Assim, a prática do continuísmo familiar permanece na política brasileira, salvaguardando interesses pessoais e contribuindo para que os vícios políticos continuem arraigados, em detrimento dos interesses da população.
Além disso, as fortunas amealhadas por mandatos ao longo dos anos, bem como o poder decisório continua na mão da maioria que não quer o fim do separatismo social.
Culpa de quem? Dos eleitores que elegem esse tipo de gente, sem se dar conta de que estão assinando uma procuração em branco.  
Que abrem oportunidade para que a corrupção seja, cada vez mais, sistêmica.   
Depois, reclamam que o Brasil não  muda!

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