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| Julier caiu no "conto do cacique" |
O ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva continua sendo investigado pela Polícia Federal na Operação Ararath, deflagrada para desmantelar um amplo esquema de lavagem de dinheiro que beneficiava irregularmente agentes políticos e empresas privadas em Mato Grosso. Inicialmente, o inquérito tramitava no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região enquanto Julier estava no exercício da magistratura.
No entanto, em abril do ano passado ele se desligou do cargo para se filiar ao PMDB e trabalhar com a possibilidade de candidatura ao governo do Estado, o que não se concretizou. "Depois da exoneração, o TRF remeteu o inquérito para Mato Grosso e está sob a responsabilidade da Polícia Federal que tramita em caráter sigiloso", revelou a procuradora da República, Vanessa Cristina Marconi Zago Ribeiro, em entrevista exclusiva ao FOLHAMAX, que se limitou a dar essa única declaração.
No dia 20 de novembro de 2013, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Julier Sebastião da Silva. Posteriormente, todo o material apreendido foi devolvido a mando do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
Enquanto juiz federal, Julier Sebastião da Silva é suspeito de ter concedido liminares para beneficiar em processos tributários a empresa Encomind Construção, Indústria e Comércio Ltda, que já foi vendida para a empresa Guaxe, do município de Tangará da Serra. Informações apuradas pelo FOLHAMAX dão conta de que o juiz Julier Sebastião foi monitorado por agentes da Polícia Federal por cerca de um ano e cinco meses, no contexto de investigação da operação Ararath.
Os investigadores teriam chegado ao nome de Julier a partir de interceptações no telefone do advogado Thiago Vieira de Souza Dorileo, que foi um dos grampeados na primeira fase da operação Ararath. Nas interceptações, os agentes detectaram telefonemas envolvendo Thiago Dorileo, Julier enquanto juiz federal e os proprietários da construtora Encomind. A Encomind é suspeita de receber um precatório indevido na ordem de R$ 61 milhões, o que levou o MPF a oferecer denúncia criminal contra o ex-secretário de Estado, Eder Moraes e o ex-sócio da Encomind Engenharia, Comércio e Indústria, Rodolfo Aurélio Borges de Campos.
Fonte: Folhamax
Imagem: Mídia News
Comentário
Julier caiu direitinho, na armadilha que "desafetos" antigos lhe prepararam.
Levado pela soberba, não se deu conta de que o cacique Carlos Bezerra(PMDB) não esquece quem lhe bate na cara, bem como outros aos quais Julier significava a "espinha de peixe" atravessada na garganta.
Deixou o cargo para se lançar a governador pelo PMDB e logo foi tirado do páreo.
Deixou o cargo para se lançar a governador pelo PMDB e logo foi tirado do páreo.
Se vislumbrasse todo esse temporal que agora lhe cai na cabeça, teria feito uso do adágio popular: prudência e caldo de galinha, não fazem mal a ninguém.
Deu no que deu!

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