quarta-feira, 14 de maio de 2014

BOCA NO TROMBONE


A situação do Residencial André Maggi em nossa cidade, é apenas mais um caso da burocracia estatal, da politicalha e da corrupção deslavada que grassa neste País. Esse conjunto habitacional já deveria estar sendo ocupado pelos devidos mutuários, legalmente inscritos, cuja fila de espera pela casa própria, aumenta diariamente. Desde o início das obras, o residencial enfrentou problemas: primeiro, a Construtora Delta - cujos proprietários se creditou à época, como sendo a então primeira dama do Estado Terezinha Maggi e Adilton Sachetti - vencedora da licitação, teve problemas com a Justiça e as obras foram interrompidas.

Na sequencia, assumiu outra construtora e assim por diante, com a conclusão das obras e entrega das casas sendo proteladas. Por fim, o Governo Federal extinguiu o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), cujo residencial é o único do País, que ainda não foi entregue. Prá complicar ainda mais, a Caixa Econômica Federal culpa o governo de Mato Grosso e a burocracia, pelo atraso de mais de cinco anos. A CEF contesta também que haja problemas estruturais nas casas, cujo superintendente da instituição, afirma que as condições de habitabilidade das unidades, são satisfatórias. Aliás, a CEF peca por ser tão exigente quando da aprovação de um cadastro e tão negligente em fiscalizar as obras que as construtoras executam. Assim se deu com os residenciais Jardim Europa,  Marechal Rondon, Zé Sobrinho e tantos outros construídos aqui em Rondonópolis, cujos materiais citados na licitações, não correspondem aos colocados nas casas. Pressa na entrega para se fazer política em cima; distribuição para apaniguados de políticos; “vistas grossas” nos materiais usados e falta de fiscalização quando as construtoras entregam as obras, são apenas alguns dos itens que geralmente envolvem o sistema de habitação brasileiro. Mas experimenta deixar de pagar uma prestação, prá ver o incômodo que a CEF causa para o mutuário...



A polêmica quanto à “paternidade” da plantação dos girassóis na área em frente ao Horto Municipal, beira as raias do ridículo. É sempre assim: depois de feito, aparecem “trocentos” pais. Idealizado pelo empresário Miguel Weber, o projeto foi bem aceito pela comunidade, mostrando que basta apenas se ter vontade de fazer. Enquanto isso, as entradas da cidade e os canteiros laterais das rodovias que cortam a cidade, estão em estado vergonhoso de conservação, sem que haja um projeto para melhorar o visual dessas áreas. Ah, mas aí já são outros quinhentos! Se a cidade está um caos, urbanisticamente falando e tem um prefeito que prioriza a construção de um Fumódromo (para atender suas necessidades pessoais) e de uma ponte sobre o rio Vermelho, com recursos municipais, o que podemos esperar mais?



Como Rondonópolis parece ter virado “a casa da mãe Joana”, tal o descaso da administração municipal, todo e qualquer projeto apresentado pelo Poder Executivo tem que ser, criteriosamente, analisado. É o caso, por exemplo, em relação ao sistema de sinalização recentemente implantado na cidade, que estabelece altos valores a serem cobrados pelo serviço terceirizado de guinchamento dos veículos que vierem a ser apreendidos; assunto este que está sendo alvo de questionamento pelo Observatório Social de Rondonópolis – organização não governamental sem fins lucrativos, que observa e monitora os procedimentos administrativos da gestão pública -. A ONG já protocolou ofício neste sentido, para que o Poder Executivo se pronuncie quanto aos valores constantes da concorrência pública 002/2014,  incidentes sobre os guinchamentos, considerados muito superiores aos praticados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT): moto ou automóvel de passeio R$ 290,12; caminhão R$ 580,24; e carreta R$ 967,10. No tocante a carros, por exemplo, o valor está bem distanciado do preço normalmente cobrado pelos guinchos particulares, que variam de 70 a 80 reais. Além disso, também estão muito elevados os preços das diárias a serem cobrados no pátio terceirizado de guarda e apreensão de veículos (no Jardim Belo Horizonte), cujas tarifas estabelecidas irão variar de R$ 48,60 a $ 145,04.

A ferocidade com que a Prefeitura vem se lançando por sobre a população, no tocante a valores de tributos, não condiz com o retorno aos contribuintes, porque a administração de Percival Muniz (PPS) está péssima e bem longe da realidade que o munícipio já deveria estar vivendo. E com certeza, a terceirização desses serviços deve interessar a muita gente, que já deve estar constituindo firma, para tanto. Vamos ficar de olho...




O promotor público de Juscimeira, Daniel Carvalho Mariano vai dar entrada, esta semana, na Justiça, de ações sobre diversos problemas enfrentados no vizinho município, dentre os quais o crime ambiental que vem sendo gerado pela queima do lixão local, que se prolonga por vários dias. Segundo ele, o responsável ou responsáveis - que estão sendo investigados - serão enquadrados na Lei 9.605 e na Lei de Resíduos Sólidos, podendo pegar até 05 anos de prisão. Se ficar configurado dano real à saúde dos cidadãos, o autor ou autores podem pegar até 10 anos de prisão. O promotor também dará entrada a uma ação cível contra a Prefeitura daquele município, por omissão, já que as chamas continuam. Parabéns, Dr. Daniel pela iniciativa. A população agradece...

   

(Imagens: GazetaMT/AgoraMT/Internet) 

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