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| * Vilmar Souza de Oliveira |
O que é nossa vida? Somos gerados por um casal que se unem no intuito de construir uma vida em comum, como também, uma família. Na infância somos protegidos de todas as formas possíveis através de gestos carinhosos e ações de segurança. Contudo, inevitavelmente, vamos crescendo e nos tornando independentes do cordão umbilical que nos colocou no mundo. Em nossa infância somos ensinados a viver a vida da melhor maneira, distinguindo o certo e o errado, porém, em determinado momento, pessoas e diversificadas situações nos colocam em condições de vulnerabilidade, ou seja, exposto aos mais variados tipos de riscos.
Os quais, com muita luta pessoal e de familiares, alguns tem um novo recomeço, mesmo com sofrimento. Chegada a maioridade, é nossa vez de construir uma família, do mesmo modo de nossos pais, e tudo que aprendemos de certo ou errado, nos cabe repassar aos nossos filhos. Vamos chegando a idade mais madura e, em poucos segundos ao estrondar de um relâmpago e ter em mãos exames médico descobrimos que tudo que tentamos construir e ensinar, não poderemos ver a continuidade, devido a descoberta de uma doença que lhe faz reviver tudo que viveu em poucos momentos ou mesmo segundos.
Como num telão 3D, vemos passar nossa infância, juventude, início de independência, amores e dissabores vivenciados. O momento quando optamos em construir uma família, a alegria de sua companheira, de seus familiares e amigos. Das carinhas de seus herdeiros, das brincadeiras com os mesmos. Após todo esse relance você tem um diagnóstico médico mencionado que você está acometido com um tumor. E que compete a você mesmo a difícil tarefa de relatar a situação a seus familiares, esposa, filhos, mãe, familiares e amigos. Em poucos segundos você deve centrar-se para poder compartilhar com seus familiares essa informação tão indigesta.
Ao mesmo tempo em que se inicia o repasse do parecer médico, figura incessantemente no pensamento a indagação sobre qual a magnitude do tumor: benigno ou maligno, quanto se tem de vida? A primeira reação é olhar para o rosto de sua esposa e filhos e não ter a certeza de até quando tempo ainda há para estar presente junto a eles. Estes e muitos outros pensamentos vão consumindo nossa mente pouco a pouco, de maneira opressora e angustiante.
Após esse momento tão delicado de repassar as informações, inicia-se a espera do diagnóstico da biopsia do material tirado de seu corpo, bummm…, vem o inesperado, embora já listado entre as possibilidades, a confirmação do tumor ser maligno. Neste momento, a mente volta a fomentar pensamentos por poucos esquecidos, inicia-se a angústia de ter que fazer quimioterapia, você cai num mundo praticamente obscuro sobre o tratamento.
Na sequencia, recebemos várias informações sobre o tratamento, com relação aos efeitos do tratamento em seu organismo. Tem-se início o tratamento, pouco a pouco vamos sentindo, percebendo modificações ocorrendo em nosso organismo. Mudanças que tornam o corpo sensível em determinada região, por exemplo, dificuldade de saborear alimentos, sensibilidades nas pontas dos dedos ao pegar algum recipiente gelado, como tem olfato alterado, dependendo do odor tem-se enjôo.
Mais apesar do susto, da mudança do organismo, no ritmo de vida vivida até aquele momento. Não se pode, em momento algum, baixar a cabeça e deixar levar-se pelo desânimo, pela desilusão por ser portador de uma doença tão cruel. O grande segredo é nos apegarmos mais à fé, crer mais em Deus, ainda com mais fervor. Pois ele é o médico dos médicos e ao que aos nossos olhos humanos é impossível para ele é possível.
A fé em Deus é o que torna o tratamento suportável e o amor a Deus, a família, a vida é que nos conduz rumo a vitória desse mal que nos tenta roubar os sonhos e esperanças. Lembremos: a fé remove montanhas, e esse é um remédio para o qual não há contraindicação.
(*) Vilmar Souza de Oliveira, contabilista, graduado em Administração de Empresa, vilmar.oliveira1967@hotmail.com

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