Os servidores municipais em greve há uma semana, se reuniram – na manhã de hoje - na Praça Brasil, em ato marcado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Rondonópolis (Sispmur), para reafirmar a disposição de continuar o movimento. Neste momento, a comissão de negociação está reunida com o prefeito Percival Muniz (PPS), que irá apresentar uma proposta ao movimento paredista, a qual será apresentada e discutida na assembleia geral da categoria, marcada para hoje à tarde.
Membros da comissão e do próprio Sispmur estão “botinudos” com Percival, porque ontem (15) à noite o prefeito e a secretária Municipal de Educação, Ana Carla, se reuniram com membros da Associação de Diretores das Escolas Municipais de Rondonópolis (Adesmur), quando apresentaram uma proposta dirigida somente aos diretores. Como é de seu feitio, Percival tenta desarticular o movimento, apresentando propostas em separado, o que não é aceito – em hipótese nenhuma – pelo Sispmur, que só aceita uma proposta para todo funcionalismo...
As invasões perpetradas em conjuntos habitacionais, que estão sendo concluídos na cidade, nada mais são do que reflexo da burocracia; da falta de respeito ao cidadão; e de um programa eficaz de agilização na entrega de casas populares, tanto pelo Governo Federal, quanto pela Prefeitura. Cansados de esperar na fila por mais de cinco anos, os invasores – em sua maioria, já inscritos no programa habitacional – não se intimidaram com a presença da Polícia Militar e adentraram as residências, que estão em fase conclusão. Por outro lado, a delegacia da Polícia Federal em Rondonópolis, está reunindo informações sobre a ocupação do Residencial Magnólia e do Residencial João Morais e também sobre a tentativa de invasão do residencial Matias Neves, promovidas ontem.
Neste meio tempo, a Delegacia da Polícia Federal já requisitou reforço para cumprir a ordem judicial para desocupação do residencial André Maggi, invadido há quase 30 dias. O delegado Bruno Toledo espera que a desocupação ocorra de forma voluntária, senão alerta que a Polícia Federal vai utilizar todos os meios necessários, para a reintegração de posse daqueles imóveis. Quanto às invasões de ontem, o delegado disse que também todos os participantes serão atuados e irão responder a processos judiciais, além de terem que deixar as casas invadidas.
Quem não deve não precisa temer, porque o procedimento da Polícia Federal é necessário para que o ordem seja mantida e também para que se separe os que necessitam de moradia, dos que são oportunistas...
A reunião dos representantes dos policiais militares com o governador Silval Barbosa (PMDB) na tarde de ontem (15), não satisfez as exigências da categoria que quer reestruturação das carreiras, apontando para uma possível paralisação imediata e também durante a Copa do Mundo. As reivindicações abrangem o aperfeiçoamento e estudo dos profissionais e equiparação salarial com a Polícia Judiciária Civil (PJC), colocando que enquanto o salário inicial bruto de um PM é de R$ 2,3 mil e líquido de R$ 1,7 mil, o de um escrivão e investigador da PJC é de R$ 2,9 mil. As reivindicações passam ainda, por um aumento de 4 mil homens no efetivo da corporação, prometida ainda no governo de Blairo Maggi. Uma nova reunião com Silval Barbosa foi agendada para o dia 21 deste mês, na Casa Civil e caso não se chegue a um acordo, a categoria não descarta a deflagração de greve.
Se do jeito que está, a bandidagem “pinta e borda”, imaginem se os PMs cruzarem os braços?
Frequentemente, tenho abordado na coluna, o quanto Rondonópolis deixa a desejar em relação a municípios menores em densidade demográfica e também em recolhimentos de recursos, que desenvolvem projetos visando otimizar a vida dos cidadãos. Gestores de alguns municípios do Nortão, como Sinop, desenvolvem projetos que já poderiam ter sido implantados aqui, como o do lixo reciclável – já apresentado pelo vereador Adonias Fernandes (PMDB), por exemplo. Agora, Sinop planeja construir um crematório – que será inédito em Mato Grosso -, dando mostras de aquela administração, ter visão mais ampla no tocante à modernidade e praticidade.
Primavera do Leste também se destaca, pelo funcionamento da Cozinha Comunitária, que fornece mais de seis mil refeições por mês a pessoas de baixa renda, desempregados, moradores de rua e aposentados que ganhem até dois salários mínimos, devidamente cadastrados. O bandeijão – composto de arroz, feijão, carne, salada e um copo de suco - custa somente R$ 1,00 e cerca de 300 pessoas, diariamente, usufruem desse projeto.
Enquanto isso, Rondonópolis naufraga socialmente pela péssima administração de Percival Muniz, cuja maioria do secretariado só alí está, devido a acomodação política, sem que tenha visão e conhecimentos, do que venha a ser gerenciamento da Coisa Pública...
(Imagens: Sispmur/ Luciano Bezerra/NotíciadaHora/Secom PVA)




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