quarta-feira, 28 de maio de 2014

BOCA NO TROMBONE


Duas empresas do deputado estadual Ondanir Bortolini - Nininho (PR), a Deterra - Terra e Construções, e a Tripolo Engenharia, constam da lista de 27 empreiteiras que faturam o governo estadual, conforme uma das planilhas apreendidas pela PF, na Operação Ararath. Segundo as planilhas, a Deterra fatura R$ 1, 7 milhão e a Tripolo, R$ 2,2 milhões. A Polícia Federal está apurando se as empreiteiras receberam dinheiro de forma irregular, porque constam empréstimos contraídos por algumas delas junto ao Bic Banco, via Eder Moraes. 

A delação do “empresário” Gércio Marcelino Mendonça Junior, ainda vai trazer muita sujeira à tona. Aguardem... 



Apesar do deputado estadual José Riva (PSD) ter jurado inocência na entrevista coletiva de segunda-feira (26), segundo o inquérito da Polícia Federal sobre a Operação Ararath, ele é citado como um dos grandes beneficiários em lavagem de dinheiro. Riva, segundo declarações de Mendonça Junior, documentos, informações e apuração da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), se utilizava das operações clandestinas desde 2006, tendo movimentado em torno de R$ 10 milhões; valores estes,    incompatíveis com a remuneração de um deputado estadual. 

Inocência mudou de nome?



A atuação do “empresário” Júnior Mendonça - delator premiado da Justiça Federal,englobava esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro em órgãos públicos de Cuiabá (governo estadual, prefeitura e Ministério Público Estadual) e em cidades do interior. O “empresário”, conforme depoimento prestado à Polícia Federal, afirma ter financiado a compra de sentença no Tribunal Regional Eleitoral, que evitou a cassação do prefeito Juarez Costa (PMDB), de Sinop, por corrupção eleitoral, em seu primeiro mandato. Nessa transação, no valor de R4 500 mil pagos ao então presidente do TER, Evandro Stábile, que foi relator do processo e que está afastado de suas funções, atualmente.

Mais uma vez, o nome do governador Silval Barbosa é citado, como mandante da ordem para pagamento da propina a Evandro Stábile, que foi paga através do falecido juiz e  ex-membro do Pleno do TER/MT, Eduardo Jacob. 



Logo mais à tarde, se realiza o Ato Público contra a Corrupção, a partir das 16:30h, na Praça Brasil, com os organizadores contando com a presença de considerável número de pessoas. O evento vem de encontro ao descontentamento que grassa junto à população, pelos fatos levantados pela Operação Ararath, da Polícia Federal, que apontam o mar de lama que viraram os Poderes constituídos do Estado, e administrativos de municípios de referência.
Praticamente todas as esferas do governo de Mato Grosso, especialmente as de Segurança, Saúde e Transportes estão um verdadeiro caos, como se houvesse um governo paralelo, alheio propositalmente, à vontade popular. Rondonópolis não foge à regra e com certeza será citada nos discursos, porque por aqui não se aguenta mais a (des) administração de Percival Muniz (PPS)...

  

(Imagens: SecomAL/Brasil247/Internet/Arquivo)

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