terça-feira, 27 de maio de 2014

Riva jura inocência e acusa manobra de Taques e Antero


Durante entrevista coletiva à Imprensa na tarde de ontem (26), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Riva (PSD), disse que já entregou o seu passaporte à Justiça, cumprindo uma das regras impostas no despacho do ministro do STF Dias Toffoli, ao revogar a prisão preventiva do parlamentar, na sexta-feira (23).  – Dias Toffoli acrescentou no despacho, que Riva não mantenha relação com os demais investigados, entre eles, o governador Silval Barbosa (PMDB) e o senador e ex-chefe do Palácio Paiaguás Blairo Maggi (PR).

Usando de humor em sua fala, Riva garantiu que o impeditivo não se estende aos eventos públicos.  “Eu ia ficar triste se fosse impedido de ir a Juara (sua base eleitoral). Achei até bom pedirem meu passaporte, porque assim minha mulher (Janete) não me obriga a viajar”, disse o parlamentar.
O pronunciamento, o primeiro desde que Riva foi preso na Operação Ararath e obteve o direito à liberdade, após revogação da prisão, foi acompanhado por dezenas de servidores, que aplaudiram Riva em pelo menos 03 oportunidades. O parlamentar se fazia acompanhar por seu advogado Valber Mello, seu irmão Priminho Riva (ex-prefeito de Juara) e da filha Janaína Riva. 
José Riva acusa o senador Pedro Taques (PDT) e o ex-senador Antero Paes de Barros (PSB), de conduzirem uma manobra que desencadeou a 5ª etapa da Ararath, mas se conteve, tendo em vista que o assunto corre sob segredo de Justiça. Frisou, no entanto, que num caso de transação de empréstimos com bancos, como é o caso do Bic Banco, não cabe a quem pega emprestado saber a procedência da verba. Sendo assim, é mais grave para o fornecedor do dinheiro, no caso, Júnior Mendonça, via factoring e BicBanco. O parlamentar ressaltou, entretanto, que se, por ventura, ocorreu algum empréstimo, como é apontado no inquérito, não foi com recursos públicos. 
Ele comentou ainda o pedido de cassação, interposto pela Ong Moral contra ele. Se disse tranquilo e que já esperava a  solicitação. “Ong Moral devia ter mais moral, muitos não tem”.
O ponto alto da coletiva, entretanto, foi o de apontar a existência de viés político na Operação Ararath. A manobra, segundo José Riva, foi feita pelo senador e pré-candidato a governador Pedro Taques(PDT), com a ajuda de Antero Paes de Barros (PSB) . “Antero é o grande líder da maldade no Brasil, não é só em Mato Grosso”, destacou o entrevistado, enfatizando que Junior Mendonça - pivô da Operação Ararath, desmantelada pela Polícia Federal, no dia 20 -, aceitou fazer a chamada delação premiada, após reunião com o advogado José Santoro, ex-procurador da República, “que é amigo do pré-candidato ao Governo, o senador Pedro Taques. Antero seria uma espécie de orientador do delator”, frisou ele.

O outro lado 
Por seu lado, ex-senador Antero Paes de Barros rebateu as afirmações de Riva negando que tenha orientado Júnior Mendonça. “Nunca tive contato com Junior Mendonça. Riva mente descaradamente”, disse Antero em seu programa Preto no Branco, nesta segunda (26), na TV Pantanal, fazendo ainda uma comparação das carreiras de ambos e lembrando que o José Riva responde a mais de 100 processos. “Quem comete o mal? Quem responde a mais de 100 processos? Riva ou eu que não tenho nenhum? Riva está desesperado”, afirmou.
 O ex-senador lembra ainda que o deputado o acusou de estar envolvido nas denúncias em que o genro de Riva, vereador cassado João Emanuel (PSD), parece ensinando a fraudar licitações na Câmara de Cuiabá, quando ainda era da Mesa Diretora. “Riva, vai arrumar outro culpado pelos mais de 100 crimes que já cometeu”, finalizou.

(Condensado RDNews e MídiaNews)

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