sexta-feira, 23 de maio de 2014

BOCA NO TROMBONE

Os organizadores do ato público contra a corrupção, que acontece hoje às 17 horas na Praça Brasil, esperam o comparecimento de um grande número de pessoas de todos as áreas profissionais e diversos segmentos da sociedade. O ato visa também manifestar apoio à ações do Supremo Tribunal Federal(STF) e da Polícia Federal, relacionadas à quinta etapa da Operação Ararath, que sem considerar esse ou aquele, colocou todos os evolvidos sob a luz da Justiça.
Os mato-grossenses, natos ou não assim como eu, que “suam a camisa” para engrandecer cada vez mais este pujante Estado, estão de alma lavada, porque o “poderoso império das falcatruas”, finalmente, começou a ruir. Em Cuiabá, o cidadão da imagem abaixo bem demonstrou a satisfação do “pega prá capar” da operação, soltando rojões em frente à Superintendência da PF no dia 20, onde os corruptos estavam bem guardadinhos...


       
A revelação de que o nome do prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS), consta da planilha de “empréstimos” de Eder Moraes surpreendeu a muitos, mas a outros nem tanto. O que realmente deixa o cidadão de bem indignado é a resposta dada por Percival, de que desconhece a razão de seu nome estar na lista do ex-secretário de Blairo Maggi. O que irrita ainda mais é a insistência de negar o óbvio; de saber que a casa está caindo, mas o nariz continua empinado. O vício da impunidade está acabando e a sociedade espera ansiosa, que o desfecho das investigações da Justiça e da Polícia Federal mostrem o que se esconde há muito tempo...


A “factoring” de Eder Moraes e sua gangue ia de vento em popa, até que o barco afundou. Durante “visita” à sua casa, na fase quatro da Operação Ararath em fevereiro deste ano, a Polícia Federal encontrou 72 notas promissórias, que deram indícios de que o “empresário", segundo o juiz federal Jeferson Schneider- que decretou a prisão de Eder - agia em nome de Blairo Maggi e Silval Barbosa, sendo o grande operador do esquema. Entre os argumentos citados pelo magistrado para que o ex-secretário Eder de Moraes fique preso, estão, por exemplo, coação moral e física a testemunhas do esquema financeiro. Em seu despacho, Jeferson Schneider ressalta: “O que é possível e provável, dada a magnitude e extensão que as investigações tomaram, envolvendo interesses de autoridades estatais de alto escalão e grupo de empresários com forte poder econômico, com troca de acusações mútuas na imprensa digital local, provocando grande repercussão no âmbito do estado de Mato Grosso”. A "farra" com dinheiro público era enorme...de "compadre prá compadre"...


Segundo o site Mídia News, de Cuiabá, uma fonte da Polícia Federal adiantou que documentos apreendidos na residência do ex-secretário de Estado Eder Moraes, em fevereiro passado, evidenciariam que pelo menos quatro veículos de comunicação da Capital, teriam sido beneficiados por empréstimos fraudulentos, obtidos junto ao Bic Banco. De acordo com a fonte, um dos repasses ultrapassaria os R$ 500 mil. Como o gerente do banco em Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol, foi preso na última terça-feira (20) pela Polícia Federal, provavelmente os proprietários desses veículos de comunicação, também devem estar perdendo o sono. 
Por isso que eu não me surpreendo quando os “amigos do rei”, aparecem com uma baita redação, veículo próprio e outras inovações, se achando os “reis da cocada preta”. Quando coloco a minha cabeça no travesseiro, eu durmo tranquilíssima. Já quem tem o rabo preso...



(Imagens: ProsaePolítica/MídiaNews/Internet)

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