Durante as assembleias-gerais de cabos e soldados e de oficiais, realizadas na tarde de ontem (13) no ginásio de esportes Verdinho, em Cuiabá, cerca de mil policiais militares e bombeiros de todo o Estado aprovaram uma proposta com 40 horas semanais de trabalho e o pagamento de benefícios, como adicional noturno e insalubridade, alem de reajuste emergencial de 40% (em escalonamento horizontal), parcelado em 18 meses. A pauta de reivindicações será discutida por representantes das categorias com o governador Silval Barbosa (PMDB), amanhã às 15h no Palácio Paiaguás, com presenças confirmadas do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD), do secretário estadual de Segurança Pública Alexandre Bustamante e dos comandantes gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Segundo informações repassadas pela Secretaria de Administração do Estado (SAD), já existe um acordo salarial com essas categorias, vigente até o final do governo de Silval Barbosa e que de 2011 a 2014, foram concedidos reajustes de 53%, com 32% acima da inflação. “Em abril deste ano, o governo repassou 10% a título de reposição salarial e até novembro, concederá mais 10%”, disse uma fonte da secretaria.
Apesar da greve ser proibida pelo Estatuto da PM – podendo ocasionar a demissão também de bombeiros -, os manifestantes não descartam paralisar as atividades se não forem atendidos pelo governo e até um possível aquartelamento. Como Cuiabá sediará quatro jogos da Copa do Mundo, a greve pode causar transtornos incontornáveis, já que a questão de segurança pública é uma das “feridas abertas” do atual governo, que atinge – praticamente – todos os municípios mato-grossenses...
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