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| Chegada na 5ª Vara Federal |
Após ter negado o pedido de suspensão de seu depoimento nesta quinta e sexta-feira (7 e 8), o ex-secretário de Fazenda Éder Moraes (PMDB) foi ouvido por mais de 6 horas durante a audiência de instrução no processo que tramita na 5ª Vara Federal em Cuiabá por crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Dentro de sua estratégia de negar todas as acusações, Éder, juntamente com sua defesa colocam em xeque as declarações do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, que subsidiaram a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada no dia 20 de maio.
Moraes e seu advogado Paulo Lessa, alegam que Mendonça mente. “Ele não tinha ligação com o Júnior Mendonça, essa é a pura verdade, isso ficou provado hoje”, disse Lessa sustentando que “não houve prova alguma de lavagem de dinheiro”. A defesa do peemedebista diz acreditar ainda que Éder foi usado como “bode expiatório”. Para o jurista, outras pessoas influentes em Mato Grosso é que deveriam estar presas no lugar de Eder, que segundo Lessa, não tem mais influência em nada, nas questões de governo. “Na realidade, eu trabalho com a inocência do Eder, não é negativa de autoria. Ele não participou de fatos ilícitos. É muito precoce dizer qualquer coisa agora, vamos aguardar. Acredito que está servindo de bode expiatório, possivelmente existem outras pessoas que poderiam estar presas e não estão”, disse o advogado.
Apontado como o principal operador de um esquema investigado na Operação Ararath, Éder respondeu no primeiro dia de interrogatório, a pelo menos 30 questionamentos que constam na denuncia. Reafirmou não ser culpado pelos crimes pelos quais é acusado juntamente com outros 3 réus, incluindo sua esposa, Laura Tereza da Costa Silva. Eder está preso desde maio e todas as declarações são dadas por seus advogados. Lessa, ao deixar a sede da Justiça Federal às 19h40, disse que seu cliente sustenta inocência e vai provar isso lá na frente, e que portanto, Júnior Mendonça, não dissse a verdade. “Olha, pelo que eu pude perceber, Júnior Mendonça está mentindo sim, tem muitos pontos contraditórios no depoimento dele”, disse Paulo Lessa.
As investigações da Operação Ararath conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) apontam que o esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro pode ter movimentado pelo menos R$ 500 milhões, tendo como destino algumas empresas, campanhas políticas e utilizados para transações ilegais. É investigada inclusive, a denúncia de compra de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pelo ex-deputado estadual e atual conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida (PR).
O depoimento de Éder continua hoje(08), a partir das 13h30.
(Com informações de Folhamax - Imagem: Gazeta Digital).
Comentário do blog : A cara-de-pau dos corruptos, ultrapassa as medidas do imaginável. Todos são “santos”.
O que deixa o cidadão de bem indignado, é que esses “ladrões de colarinho branco” deveriam ter seus bens bloqueados pela Justiça, porque é do dinheiro roubado que contratam seus defensores. Às vezes, uma banca de Advocacia inteira...

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