O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). a partir de pedido de liminar, decidiu pela suspensão da partida de volta do Grêmio contra o Santos, por conta dos atos de racismo na Arena. A corte esportiva tomou a decisão por uma das penas possíveis, caso o Tricolor seja considerado culpado, acarretaria na desclassificação do clube de qualquer maneira. Isso tornaria o jogo da próxima quarta-feira, dia 3, sem função.
Em entrevista à Rádio Guaíba de Porto Alegre, o presidente do STJD, Caio Cesar Rocha, explicou que a medida não antecipa algum tipo de decisão, sobre a culpa dos atos de racismo para o time. "É necessária a decisão, pois se o Grêmio passar para uma fase seguinte, o fato consumado influenciaria no julgamento posterior", comentou.
Rocha prevê um prazo de 15 a 20 dias para a liminar ser avaliada. Na próxima quarta, quando seria o jogo, o departamento jurídico do Grêmio terá de se defender sobre a questão, conforme nota do STJD. O risco é de exclusão na Copa do Brasil e multa de até R$ 200 mil.
O Grêmio prometeu identificar e punir os torcedores, esperando atenuar qualquer tipo de sanção. O presidente, Fábio Koff, defendeu que o Tricolor não deve sofrer uma punição desportiva.
Na noite de ontem, o Grêmio publicou em seu Twitter o vídeo “CHEGA: Nossa história é Tricolor”, que destaca o posicionamento de ser um time “De todas as cores”, com orgulho dessa história. A imagem de jogadores como Marcelinho Paraíba, Tinga, Zé Roberto, Paulo César Caju, entre outros, foi destacada.
Para diretor jurídico do clube, Grêmio dificilmente escapará de punição
O diretor jurídico do Grêmio, Gabriel Vieira, em entrevista para a Rádio Guaíba, reconheceu que o clube terá um processo difícil, pelos atos racistas de torcedores. De acordo com o advogado, "o Grêmio dificilmente escapará de uma punição".
Ele ressaltou, entretanto, que a expectativa é de que o clube recebe sanções administrativas e logísticas, não na esfera esportiva: "Perda de mandos de campo, não poder vender ingressos”, exemplificou. “Vamos aguardar o caminho que será seguido", relatou.
Vieira acredita em procedimentos relativamente rápidos da justiça, por conta do caráter "mata-mata" da Copa do Brasil. Ele frisou, porém, que a suspensão do jogo de volta contra o Santos não é uma demonstração de que o Tricolor será desclassificado da competição.
Ainda assim, o advogado revelou a preocupação com a sequência de julgamentos do time por atos de torcedores, além da grande repercussão do atual caso. "O Grêmio teme servir de bode expiatório", admitiu Vieira. "Teme ser o primeiro clube a receber medidas mais severas para servir de exemplo para outros", pontuou.
Fonte/imagem: Correio do Povo
Comentário do blog:
Coisas dessa natureza, não podem ser admitidas em nenhum clube,em se tratando de futebol.
O Grêmio tem uma história brilhante na área desportiva do País e a nível mundial e sofre as consequências de torcedores irresponsáveis, sem entretanto, merecer ter sua história maculada, por isso.
No entanto, atos como esse devem e tem que ser coibidos, com rigor.
E, infelizmente, quem acaba pagando o pato, é o clube.
Lamentável...

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