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| Obras estão interditadas |
A interdição do viaduto Jamil Boutros Nadaf, também conhecido como viaduto da Sefaz, em Cuiabá, deve ganhar novos contornos nesta semana. O viaduto faz parte do complexo de obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que custará R$ 1,4 bilhão aos cofres do Estado.
O Governo do Estado, por meio da Secopa, estaria sonegando informações a órgãos de controle e fiscalização, sobre as reais causas da interdição - que foi anunciada no começo de agosto e continuará até o final do ano.
Dois engenheiros ouvidos pelo site MidiaNews afirmaram que o caso é extremamente grave e que há sonegação de informações por parte da Secopa. E que, dependendo dos pareceres técnicos, a solução mais viável, e radical, poderá ser a demolição do viaduto.
“Tudo indica que o problema do viaduto está em suas fundações, que não teriam sido executadas conforme as normas técnicas adequadas. Um indicativo disso é que a base da obra estaria cedendo, causando microfissuras no conjunto todo e colocando em risco a sua segurança”, afirmou um dos engenheiros, que pediu, por enquanto, para não ser identificado.
“Caso isso se comprove, e dependendo do tamanho do problema estrutural, a obra poderá ser ‘consertada’, por meio de técnicas de reforços na fundação, por exemplo. O problema é o custo, que poderá ser maior do que demolir e construir outro”, disse.
Segundo ele, a análise detalhada dos documentos referentes à obra poderá confirmar a suspeita de falhas estruturais.
O Ministério Público Estadual (MPE) já teria solicitado todos os documentos à Secopa, para dar seguimento à análise. Mas haveria demora no repasse das informações.
Discurso e foguetório
Liberado ao tráfego em fevereiro passado, pelo governador Silval Barbosa (PMDB), com direito a discurso e queima de fogos, a obra, oficialmente, não foi entregue pelo consórcio VLT (formado pelas empreiteira CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna e Astep).
O próprio governador tem evitado falar sobre os problemas do viaduto. Seu único posicionamento, dado na semana passada, foi superficial: o de que cobraria com rigor a responsabilidade do consórcio.
Em período eleitoral, isso pode ser pouco – e prejudicar a candidatura a governador de Lúdio Cabral (PT), que tem o seu apoio.
“O problema é justamente esse: o governador levar essa questão em “banho-maria”, sem dar muitos esclarecimentos, para não sofrer prejuízos perante a opinião pública. Infelizmente, os interesses políticos parecem ser maiores que o zelo com a coisa pública, e com o dinheiro do contribuinte”, disse o engenheiro.
A expectativa é que nesta semana o MPE obtenha os dados da obra, como memoriais, cálculos, plantas e sondagens para, em seguida, iniciar a análise técnica da obra.
Fonte/imagem: Mídia News
Comentário do blog:
É uma pouca vergonha; uma afronta ao cidadão de bem.
É para isso que pagamos impostos?
Pelo visto, as obras da Copa vão terminar no próximo campeonato mundial.
E o VLT vai ficar para as futuras gerações usufruirem.
Que a Justiça seja feita e os culpados (os corruptos de costume) sejam punidos.
Chega de corrupção, Mato Grosso.

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