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| Eder: distância dos amigos |
Para garantir sua liberdade após permanecer 80 dias detido, o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, firmou compromisso perante o juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, de manter-se afastado de todos os demais investigados na Operação Ararath da Polícia Federal, deflagrada para desmantelar um amplo esquema de lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
Em caso de descumprimento, a medida restritiva de direito se converterá em prisão. No total, são 23 pessoas dos quais se incluem autoridades do Executivo e Legislativo, membros do Ministério Público Estadual (MPE), advogados, empresários e proprietários de factorings. A única pessoa investigada da qual Eder Moraes poderá manter proximidade é a sua esposa, Laura Tereza da Costa Dias.
Isso revela que a operação clandestina de recursos financeiros, movimentados por Eder Moraes, conforme aponta as investigações da Polícia Federal, envolve todos os órgãos públicos de Mato Grosso, em suas diferentes esferas de poder.
Conforme compromisso assinado em juízo, Eder Moraes não vai manter contato pessoal ou por qualquer meio de comunicação como telefone, e-mail, mensagem de texto e outros com o senador Blairo Maggi (PR), o governador Silval Barbosa (PMDB), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, o conselheiro aposentado, Alencar Soares, e o conselheiro afastado Humberto Bosaipo, conforme documento obtido pelo FOLHAMAX
Ainda estão inclusas no rol de autoridades o desembargador afastado do Tribunal de Justiça, Evandro Stábile, o Procurador Geral de Justiça, Paulo Prado, e o promotor de Justiça, Marcos Regenold.
Eder Moraes também está impedido de manter contato com o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, o que se estende também ao pai e irmão. Júnior Mendonça é o proprietário da rede de combustíveis Amazônia Petróleo, que aceitou contribuir com as investigações ao aceitar delação premiada em troca de redução de pena numa eventual condenação do Judiciário.
A relação se completa com o ex-gerente de factoring do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Fernando Garutti, Geni Martelli, os advogados Kleber Tocantins e Alex Tocantins, o gerente do Bic Banco de Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol, Leandro Soares, que é filho do conselheiro aposentado do TCE, Alencar Soares, e com os empresários Roberto, Vanessa Navarro Alvarenga e Glória Aparecida Navarro Alvarenga, Marcos Tolentino da Silva e Alex Montanari Ortolan, este último falecido em junho vítima de uma parada cardíaca.
A medida restritiva de direito ainda proíbe Eder Moraes de dirigir-se a qualquer local em que possa encontrar os investigados bem como ausentar-se do país, o que levou ao confisco de seu passaporte a mando do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eder Moraes também está impedido de sair de Cuiabá sem aviso prévio à Justiça Federal e deverá permanecer em casa, nos dias úteis, das 22h às 6h e integralmente nos dias de folga.
Fonte/imagem: Folhamax

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