sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Operação Ararath: MPF aponta crimes habituais em MT

Procuradores constatam prática antiga
A força- tarefa criada pelo Ministério Público Federal espera concluir até o final do mês de setembro, todas investigações relacionadas à "Operação Ararath", que detecou um esquema de lavagem de dinheiro público através de empresas de factoring. Hoje, os procuradores federais conduzem 11 inquéritos em caráter sigiloso com cerca de 200 pessoas investigadas nas mais variadas esferas dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas.

O procurador do Rio Grande do Norte que atua exepcionalmente em Mato Grosso, Ronaldo Queiroz, detalhou que somente na primeira denúncia feita à Justiça Federal, foram detectados 70 crimes. Nesta denúncia que está em momento de colhimento de depoimentos, são réus o ex-secretário de Fazenda, Éder Moraes; a esposa dele Laura Tereza da Costa Dias; o ex-secretário adjunto do Tesouro, Vivaldo Lopes; e o ex-superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol.
"Em Mato Grosso, tem crimes que são praticados de forma continuada e também habituais", explicou o procurador. Além dele, compõem a força-tarefa os procuradores Gustavo Peçanha Veloso, Rodrigo Leite Prado, Vanessa Zago e Denise Müller.
Ronaldo Queiroz evitou dar detalhes sobre o andamento das investigações. Nesta quinta-feira, o ex-homem forte do senador Blairo Maggi (PR) e governador Silval Barbosa (PMDB) prestou depoimento ao juiz federal Jeferson Scheneider após ficar 81 dias preso na Papuda, em Brasília, e centro de custódia provisória de Cuiabá.
Orientado por advogados, Eder Moraes não emitiu nenhuma declaração a imprensa sobre o conteúdo das suas declarações ao magistrado. Amanhã, a esposa dele será interrogada por Jeferson Schneider.
O depoimento de Luiz Carlos Cuzziol deve ser realizado no dia 27 após uma outra testemunha de defesa dele ser ouvida por videoconferência realizada numa cidade do interior de São Paulo. Já Vivaldo Lopes só será ouvido no processo após a conclusão de uma perícia contábil determinada pela Polícia Federal nos balanços da empresa Brisa Consultoria, que recebeu um depósitos suspeitos no montante de R$ 520 mil por parte das empresas de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o "Júnior Mendonça", delator premiado do esquema.

Com informações e imagem: Folhamax

Comentário do blog:

A impunidade aos corruptos neste Estado, passa de governo de para governo.
Entra uma raposa, toma conta do galinheiro e ao sair, sua sucessora faz vistas grossas, porque também não quer que a chapa esquente pro seu lado, quando também terminar seu mandato.
Assim também, acontece nas prefeituras. 
Durante as campanhas, a maioria dos candidatos (que já tem o rabo sujo) arrotam santidade, usando de comentários jocosos sobre o antecessor, para depois - no cargo - "deitarem e rolarem" com o dinheiro do contribuinte.
E a ganância e a certeza da impunidade sempre foram absolutas, que mesmo depois de formarem um "pé-de-meia" invejável - que inclui, aviões, fazendas e o escambau a quatro - com o dinheiro "surrupiado" dos cofres públicos, sentem-se incomodados com a inclusão de seus "santos" nomes, em processos de lavagem de dinheiro, desvios dos mais diversos tipos e "otras cositas más", que aprendem na "faculdade" da polícitalha.  
Esquecem, entretanto, que sua batata pode estar sendo assada. Como agora...
   

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